O mercado de locação residencial no Distrito Federal iniciou 2026 em ritmo de valorização. Levantamento divulgado pela Loft mostra que o preço médio do metro quadrado para aluguel na capital federal registrou alta de 11% em 12 meses, refletindo a forte demanda por moradia em áreas consolidadas da cidade. Como destaque, Noroeste e Sudoeste.
De acordo com o estudo, o valor médio do metro quadrado para aluguel no Distrito Federal chegou a R$ 31 em janeiro de 2026, considerando anúncios ativos nas principais plataformas digitais do mercado imobiliário. O crescimento reforça a tendência observada nos últimos anos, marcada pela valorização de bairros com infraestrutura completa, proximidade do Plano Piloto e oferta limitada de novos imóveis.
Entre as regiões com os preços mais elevados, os destaques ficam para o Noroeste e o Sudoeste, no Plano Piloto e tradicionalmente valorizados no mercado imobiliário da capital. No Noroeste, considerado um dos bairros mais novos e planejados da cidade, o preço médio do metro quadrado para aluguel atingiu R$ 76,94. Logo atrás aparece o Sudoeste, com média de R$ 76,20 por m².
O levantamento também mostra que outras regiões tradicionais do Plano Piloto seguem entre as mais valorizadas. Na Asa Norte, o valor médio do metro quadrado chegou a R$ 61,79. Já na Asa Sul, o preço médio registrado foi de R$ 51,17. Fora do Plano Piloto, as regiões de Águas Claras também aparecem com valores relevantes no mercado de locação. Na parte Sul da cidade, o preço médio do metro quadrado alcançou R$ 43, enquanto na região Norte o valor ficou em R$ 38,74.
“O valor do metro quadrado no Distrito Federal mostra uma forte concentração nas áreas mais consolidadas do Plano Piloto, mas também evidencia o avanço de regiões como Águas Claras, que se consolidam como alternativa verticalizada de alto padrão”, afirma o gerente de dados da Loft, Fábio Takahashi.
Especialistas do setor apontam que a valorização dos aluguéis no Distrito Federal está diretamente ligada à combinação de fatores estruturais, como localização estratégica, qualidade de vida, infraestrutura urbana e oferta limitada de novos imóveis em regiões consolidadas. Bairros como Noroeste, Sudoeste e as Asas do Plano Piloto concentram boa oferta de serviços, comércio, escolas, áreas verdes e mobilidade urbana, características que mantêm a demanda elevada tanto por compra quanto por locação.
Além disso, o crescimento populacional da capital e a presença de servidores públicos, profissionais liberais e executivos que chegam à cidade para trabalhar no governo federal e em empresas privadas contribuem para manter o mercado de aluguel aquecido. Outro elemento que influencia os preços é o perfil dos imóveis disponíveis nessas regiões. Muitos empreendimentos possuem padrão construtivo elevado, com apartamentos amplos, áreas de lazer completas e condomínios estruturados, fatores que naturalmente elevam o valor da locação.
Mesmo com o crescimento urbano de regiões administrativas e cidades do entorno, o Plano Piloto continua sendo o principal polo imobiliário da capital federal. A proximidade com os centros de decisão política, como a Esplanada dos Ministérios e os principais órgãos públicos federais, além da infraestrutura consolidada, mantém a região como uma das mais desejadas para morar. Por outro lado, cidades como Águas Claras têm ganhado espaço no mercado de locação por oferecerem boa infraestrutura, acesso ao metrô, grande oferta de serviços e um número maior de imóveis disponíveis, muitas vezes com valores mais competitivos em comparação ao Plano Piloto.
O levantamento indica que o mercado de aluguel no Distrito Federal deve continuar em trajetória de valorização ao longo de 2026, especialmente em regiões com maior oferta de serviços, boa mobilidade e novos empreendimentos residenciais. A expectativa do setor imobiliário é que a demanda por locação permaneça aquecida, impulsionada por fatores como mudanças no comportamento de moradia, maior mobilidade profissional e o custo elevado para aquisição de imóveis em determinadas regiões da capital.