Cristiane Poleto
Brasília DF - 20/11/2018

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Mansões e clubes invadem área pública na orla do Lago Paranoá em Brasilia, diz MP

22/02/11

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BRASÍLIA - Pelo menos 400 imóveis nas margens do Lago Paranoá , em Brasília, estão em situação irregular. São churrasqueiras, bangalôs, quadras de tênis e piscinas a menos de 30 metros das margens. Por lei, essa é a distância que deveria ser de área de preservação, onde se pode plantar apenas grama ou árvores. Mas poucos obedecem a essa regra.


De acordo com o Ministério Público (MP), um estudo deve ser concluído em 30 dias e os promotores vão pedir a imediata desocupação desses lugares.


Na região das quadras das mansões do lago, o desrespeito é ainda maior. Não são apenas churrasqueiras ou bangalôs; as próprias casas estão a poucos metros da água.


Só num condomínio perto da Ermida Dom Bosco, seriam cerca de 20 casas fora das normas ambientais. Para facilitar o trabalho, os técnicos que estão fazendo o levantamento têm usado até imagens de satélites. E foi por meio dessa tecnologia que eles identificaram uma grande invasão no Setor de Clubes Esportivos Norte.


O empreendimento do Hotel Lakeside, segundo o estudo do Ministério Público, aterrou uma área de 3,5 mil metros quadrados, onde hoje estão piscinas, quadras de tênis e até uma ilha artificial. O diretor comercial do hotel informou que o projeto de aterro da orla tem estudo de impacto ambiental e foi aprovado pela Marinha. Ninguém da Secretaria de Ordem Pública foi localizado no fim de semana.


O Conselho Comunitário do Lago Norte apoia a iniciativa do Ministério Público e lamenta que alguns moradores ocupem ilegalmente as áreas. Já a prefeitura comunitária do Lago Sul disse que os moradores estão dispostos a desocupar as áreas, mas temem que, após a desocupação, os locais sejam abandonados pelo poder público.


Lago Sul

Na última quinta-feira, agentes do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal estiveram no condomínio Villages Alvorada, no Lago Sul, e embargaram todas as obras irregulares construídas na área da Chácara Casa Blanca, única área verde restante dentro do condomínio.


Segundo a Agência Brasília, do governo do Distrito Federal, o Villages Alvorada foi construído na década de 90 sob diversos embargos dos órgãos ambientais da época. A área do condomínio é ambiental e sua regularização deverá ser um processo a ser analisado por etapas, já que parte do local está em Área de Preservação Permanente (APP).


Técnicos dizem que será necessário adotar mecanismos de compensação ambiental. A área verde onde estavam sendo construídos os lotes tem cerca de 2 hectares, que seriam parcelados. O dono do terreno foi multado em R$ 186 mil. O Ibram emitiu uma advertência para a desconstituição do local e deu um prazo de 30 dias para a recuperação da área.

Fonte: http://twurl.nl/kat8a7

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