Cristiane Poleto
Brasília DF - 21/01/2018

Destaques

Imprimir   Diminuir Fonte   Aumentar Fonte

Brasileiro tem 20% dos imóveis 'estrangeiros' nos EUA

18/02/11

Bookmark and Share

São Paulo - O Brasil já se destaca como um dos maiores compradores de imóveis nos Estados Unidos (EUA). De acordo com o grupo americano de imobiliárias Prudential Douglas Elliman, essa tendência tende a aumentar nos próximos anos, dizem os sócios do grupo Fredrik Eklund e John Gomes, que falaram ao DCI. Segundo eles, dos US$ 35 milhões de vendas para estrangeiros, o Brasil representa 20% dos negócios. "Um brasileiro recentemente comprou um apartamento por US$ 13 milhões no número 15 da Central Park West, onde se encontram alguns dos apartamentos mais caros da cidade de Nova York. Personalidades como Sting, Denzel Washington e o CEO da Goldman Sachs, Lloyd Blankfein moram nesse prédio, mas a maioria das vendas é de US$ 2 a 3 milhões", diz.


 


De acordo com os executivos, a procura de brasileiros por novos imóveis começou em 2010. "Nós começamos a ser contatados por brasileiros na primavera de 2010 e o número de pedidos aumentou durante o verão e o outono", afirmou Gomes, que lembrou que a crise norte-americana e o crescimento da economia brasileira, também foram fatores importantes para esse dado.


 


Ainda sem decisões tomadas, Eklund afirmou que laços estão sendo realizados no Brasil, em busca de parcerias. "Devido ao aumento do número de compradores do Brasil no mercado de imóveis de NYC, estamos melhorando a relação através dos relacionamentos que cultivamos no Brasil. Nós estamos entrando em contato com imobiliárias no Rio e São Paulo com o objetivo de criar parcerias estratégicas. Nos também temos compradores interessados em comprar imóveis no Brasil, o que e considerado um investimento sólido".


 


Com relação aos compradores chineses, Gomes foi enfático, "O que eu posso te dizer é que nos tínhamos um grande número de compradores da China no Mercado de NYC. Esse volume esta decaindo ao mesmo tempo que o número de compradores brasileiros esta aumentando, por isso nossa aposta", como disse o executivo.


 


De acordo com João Crestana, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP) a economia brasileira impulsiona compras e vendas dentro e fora do Brasil. "Não são apenas os estrangeiros que voltaram os olhos para compras e construções no Brasil, os brasileiros também mostram interesse em aquisições fora do Brasil", afirmou Crestana.


 


 


Compras em São Paulo


Toda a movimentação imobiliária mundial também tem reflexos no Brasil, só na capital paulista, as vendas de imóveis novos caíram 12,4% em dezembro em relação ao mesmo mês de 2009, informou o Secovi-SP. No total, foram vendidas 4.960 unidades no último mês do ano passado. Em relação a novembro, as vendas cresceram 51,7%. Na região metropolitana de São Paulo, que reúne 38 municípios e a capital, foram comercializados 7.108 imóveis em dezembro, o que indica uma alta de 12,8% em relação a novembro.


 


Entre os imóveis comerciais, no último mês de 2010, foram lançados na região metropolitana 2 351 conjuntos comerciais, com área total de 221,5 mil m². O número de conjuntos colocados em oferta em dezembro representou 31,6% do total de 7.445 conjuntos lançados em 2010 na região metropolitana. Em área útil, os imóveis com até 130 m² foram 95,9% das vendas no último mês do ano. I


 


Aquisição


No caso das companhias estrangeiras, a onda ainda segue forte no setor de imóveis com fusões e aquisições, como a CB Richard Ellis que assinou um acordo definitivo com o ING Group por US$ 940 milhões para comprar a maior parte dos negócios com investimentos imobiliários do grupo holandês. A transação inclui as operações do ING Real Estate Investment Management (ING REIM) na Europa e na Ásia e também a operação da Clarion Real Estate Securities (CRES), nos Estados Unidos. Em custos adicionais, com financiamento e integração, a empresa deve gastar US$ 150 milhões.


 


Pelo contrato, a CB Richard também irá adquirir cerca de US$ 55 milhões em co-investimentos realizados no CRES. A operação da ING nos Estados Unidos não foi incluída na negociação e o grupo revelou que tem interesse em outros fundos geridos pelo ING REIM na Europa e Ásia.


Segundo comunicado, o acordo deve ser concluído durante o segundo semestre e as unidades adquiridas serão integradas à divisão de gerenciamento de investimentos globais da CB Richard Ellis, a CBRE Investors, que continuará a operar normalmente.


No final de 2010, os ativos administrados pelo ING REIM eram cerca de US$ 59,8 bilhões, enquanto os gerenciados pela CBRE Investor totalizaram US$ 37,6 bilhões.




Fonte: http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=9&id_noticia=362712

Imóveis


Documento sem título Linked in
Especialistanet © 2011