Cristiane Poleto
Brasília DF - 21/01/2018

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Quem casa quer casa. Ou um apê

29/01/11

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Casais buscam cada vez mais realizar o sonho do imóvel próprio antes da união. Mas para que o sonho não se torne um pesadelo, é preciso muita atenção a alguns cuidados básicos na hora de escolher a moradia



   EVELIN CAMPOS

evieira@jornaldacomunidade.com.br
 Redação Jornal da Comunidade





Danilo e Danielle estão de casamento marcado para junho deste ano, mas desde o início do ano passado eles adquiriram um apartamento financiadoFoto: Dênio SimõesDanilo e Danielle estão de casamento marcado para junho deste ano, mas desde o início do ano passado eles adquiriram um apartamento financiado


Matrimônio não se resume à festa e à viagem de lua-de-mel. Quando um casal decide dar esse passo no relacionamento, a maior preocupação é com a moradia. Com o mercado imobiliário aquecido e a grande oferta de imóveis e de possibilidades de financiamento, muitos noivos estão optando por investir na casa própria.




O interesse desse público normalmente se concentra nos imóveis novos, modernos e próximos ao local de trabalho. Até para que possam ser mais facilmente vendidos futuramente com vistas à aquisição de outro imóvel mais confortável e espaçoso para os filhos. Essa é a avaliação do gerente de vendas da Mapa Negócios Imobiliários, Marcos Siqueira. “A visão do casal é de uma moradia temporária para ficar, em média, por três anos. O casal muitas vezes já está arcando com gastos elevados com o casamento, o que leva à preferência por imóveis menores e mais baratos, sem deixar de lado a qualidade”, explica.




O gerente destaca que os jovens casais são um público-alvo forte no setor imobiliário, representando cerca de 80% dos clientes da empresa. “Temos observado um acréscimo nesse segmento tendo em vista a facilidade que esses casais estão tendo em conseguir um financiamento e o interesse crescente deles em garantir o futuro”, justifica.




Esses jovens geralmente sabem o que querem e em pouco tempo encontram o imóvel desejado. Possuem  cadastros pré-aprovados, são rápidos com o trâmite da documentação e em muitos casos atuam no serviço público, contando com subsídios de juros mais baixos e financiamentos de 100%, comenta Marcos Siqueira.




Cristiano Batista, gerente de vendas da Imobiliária Invest DF, afirma que, normalmente, os jovens casais procuram imóveis de dois quartos, com 60 metros quadrados, em média. E em 90% dos casos optam por Águas Claras. “Em geral, eles buscam apartamentos. É o ‘bom, bonito e barato’ e próximo à estação do metrô”, ressalta o gerente. “E costumam comprar primeiro apartamentos com dois quartos para, depois, trocar por um apartamento ou casa de três quartos”, conclui.




Por outro lado, aqueles que planejam o casamento com muita antecedência e procuram apartamentos na planta costumam financiar o imóvel com antecedência necessária ao recebimento das chaves logo após a união. A região mais procurada por casais noivos é Águas Claras, onde o volume de ofertas é grande e a relação custo-benefício, vantajosa.





Esforço pelo imóvel próprio vale a pena


 


O servidor público Danilo Mendes, 27 anos, e a bancária Danielle Frota, 25, vão se casar em junho e já estão pagando o imóvel comprado no início de 2010. Morar de aluguel nunca esteve nos planos do casal, que considera válido todo esforço para conquistar a moradia própria. “Eu e o Danilo temos a mesma opinião: a de que pagar aluguel é jogar dinheiro fora. A prestação do financiamento ficou um pouco acima do valor de um aluguel, mas é uma coisa que vai ter retorno, que será nossa”, diz Danielle.




Na hora de escolher onde morar, fatores como segurança, comodidade e acesso ao metrô levaram o casal à aquisição de um apartamento construído, com dois quartos, em Águas Claras. “Escolhemos um imóvel pronto porque já pretendíamos casar. E também pela facilidade do financiamento, em que o valor das prestações vai diminuindo com o tempo. Para economizar, íamos comprar um imóvel de um quarto, mas financiamos e escolhemos um com dois quartos para quando tivermos filhos”, justifica Danilo. Sobre a preferência por um apartamento, Danielle esclarece: “Nós dois passamos o dia fora e hoje em dia é perigoso deixar uma casa sozinha. Além disso, o apartamento é ideal pelo tamanho, já que somos um casal jovem, ainda sem filhos”.



Valolização também é um grande atrativo

A questão da valorização dos empreendimentos em Brasília também foi determinante na decisão de comprar um imóvel antes do casamento. “Os nossos salários continuam os mesmos, mas os imóveis estão sempre ficando mais caros. Compramos o apartamento em março do ano passado, mas se tivéssemos deixado para junho já não teríamos mais condições de comprá-lo”, destaca Danilo.




No entanto, a compra do imóvel faz parte do plano inicial do casal, que pretende morar em um local mais espaçoso, conforme a ascensão financeira e o crescimento da família. “Se tudo correr dentro dos nossos planos de crescimento profissional, vamos comprar outro imóvel o quanto antes. A proposta é de cinco a dez anos, no máximo”, afirma Danielle.



Geyson e Duliane vão casar em 2013 e já procuram apartamento para comprar. Mas sonham com uma casaFoto: Rose BrasilGeyson e Duliane vão casar em 2013 e já procuram apartamento para comprar. Mas sonham com uma casa


Atrás do lar com antecedência


 


O auxiliar administrativo Geyson Santos, 23, e a estudante Duliane Santana, 20, pretendem se casar só em 2013, mas já procuram um apartamento para financiar. A decisão de adquirir um imóvel com tanta antecedência foi de Geyson. “Vamos começar pelo mais importante, que é um lar. Se fôssemos morar de aluguel teríamos duas despesas e não queríamos ficar pagando por uma coisa que não é nossa”, diz.




Inicialmente, a intenção era comprar uma casa. Mas, por questões de segurança e de localização, o casal mudou de ideia. Agora, os principais critérios avaliados na hora da escolha estão sendo o andamento da construção, localidade, preço e forma de pagamento. Para não extrapolar o orçamento, a preferência é por imóveis em construção devido ao preço e à forma de pagamento, bem acessíveis para esse tipo de empreendimento.




Até agora Geyson e Duliane só visitaram um estande de vendas em Santa Maria, cidade em que pretendem morar pela proximidade com a igreja que frequentam e com a família. “Ainda não estamos certos se vamos ficar com este que vimos, mas ele é muito bonito e tem um preço bom. Este mês pretendemos visitar outros locais”, planeja Geyson.




O financiamento do imóvel do casal será de 30 anos, mas morar em apartamento para o resto da vida não é o objetivo do casal, que deseja quitar as parcelas o mais rápido possível para dar entrada em uma casa em condomínio horizontal. “Nosso sonho é morar no Sítio do Gama. Ali é a ‘menina dos nossos olhos’”, revela Gleyson. O plano de ter filhos também pesa na escolha do imóvel. “Já que é para pagar prestações durante tantos anos, pensamos em comprar um imóvel com três quartos, pois queremos ter um casal de filhos”, conta Duliane.





Dicas para o investimento não pesar


Ronalde Lins aconselha cautela aos jovens noivosFoto: Rúbio GuimarãesRonalde Lins aconselha cautela aos jovens noivos

A preparação para o casamento é um período de muita euforia na vida de um casal. E também de muitos gastos. Por isso é importante manter os pés no chão e tomar cuidados para não ultrapassar os limites do orçamento. Essa é a recomendação de Ronalde Lins, economista do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF).




Comprar um imóvel na planta pode sair mais caro do que financiar uma casa pronta, que também pode não ser a opção mais barata. A decisão de comprar um imóvel deve ser pensada e, sobretudo, analisada de acordo com as possibilidades do casal. “Quem vai se casar começa com muitos gastos e as despesas são muitas no início de uma vida a dois. Portanto, é preciso prestar atenção e verificar se o valor da prestação cabe no orçamento familiar, nos salários dos dois, para ter certeza de que poderão pagar as prestações imobiliárias”, alerta.




Mas a compra de um imóvel não se resume à quitação das parcelas do financiamento. Existem as chamadas despesas intermediárias, como as empenhadas com a documentação, taxas de cartório, correções na prestação do imóvel, e, no caso de imóveis comprados na planta, o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), que incide sobre o valor do metro quadrado e os preços de materiais de construção.




Ronalde cita como uma das vantagens de comprar um imóvel já construído a ausência da cobrança do INCC, enquanto o maior benefício de um imóvel em construção está no valor das prestações, que normalmente são mais baixas. O economista também chama a atenção para questões como a localização do imóvel.




“Ao comprar o imóvel, o casal deve considerar o deslocamento até o trabalho e os gastos que terá com transporte. Se a casa for mais distante das atividades dos dois, haverá custos com gasolina ou com muitas conduções”, destaca. E em caso de opção por imóveis condominiais, a taxa cobrada pelo condomínio também deve ser avaliada e estar dentro do orçamento do casal.




Para conseguir crédito, existem planos oferecidos por cooperativas e bancos, que são os mais procurados pelos jovens casais. Ronalde considera o financiamento da Caixa Econômica Federal o mais indicado por ter as melhores taxas e condições para habitação. “Para aqueles que se encaixam no perfil do Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, a opção é segura e acessível”, defende.




Apesar das dicas básicas para adquirir um imóvel com segurança, cada casal deve avaliar sua própria situação. Pesquisar e escolher um plano que melhor se encaixe no perfil de cada um, levando em conta fatores como idade, renda e interesses, é imprescindível. Em caso de dúvida, Ronalde recomenda que se procure um profissional de finanças pessoais para analisar a situação do casal e indicar a solução mais viável.





Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2011-01-29/imoveis/3123/QUEM-CASA-QUER-CASA-OU-UM-APE.pnhtml

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