Cristiane Poleto
Brasília DF - 21/11/2018

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Construção civil registra o melhor momento de sua história

21/12/10

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Crescimento que impressiona


Construção civil registra o melhor momento de sua história, com números de encher os olhos. Expectativas para 2011 são as melhores, apesar dos desafios que o setor tem para enfrentar


 


OSIANE BORGES

jborges@jornaldacomunidade.com.br
 


Redação Jornal da Comunidade




A empregabilidade crescente é um dos destaques da construção
<br>civil, e a sustentabilidade, o desafio maiorFoto: DivulgaçãoA empregabilidade crescente é um dos destaques da construção civil, e a sustentabilidade, o desafio maior


A Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic) apresentou, na última quinta-feira (16), o balanço 2010 e as perspectivas do setor para o próximo ano. A expectativa é de que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da construção feche o ano com índice acima de 11%, o melhor resultado dos últimos 24 anos, número acima do esperado no início do ano, que era de 9%, o que demonstra a pujança da construção civil em todo o país.




Os dados divulgados pela Cbic mostraram que nos primeiros nove meses de 2010 o PIB da construção civil cresceu 13,6% no país em relação ao mesmo período de 2009; gerou mais de 340 mil vagas de empregos formais; e o crédito imobiliário somente com recursos disponibilizados pela poupança pode ultrapassar a cifra de R$ 50 bilhões em crédito. Esses são somente alguns dos números que mostram o porquê de este ano representar o melhor momento da história da construção.




Paulo Safady, presidente da Cbic, enfatizou que o programa habitacional do governo federal foi um dos grandes alavancadores do crescimento. “Se havia alguma dúvida em relação ao Minha Casa, Minha Vida, elas foram superadas. Fecharemos o ano com 900 mil unidades habitacionais aprovadas em execução. É um projeto vitorioso e ainda tivemos um anúncio de mais dois milhões de moradias. Não é à toa que estamos otimistas”, disse.




Segundo a Cbic, a construção civil ainda pode ser utilizada para alavancar o desenvolvimento socioeconômico, ajudar no enfrentamento do déficit habitacional e na superação da falta de infraestrutura. “Queremos mais: ser protagonistas e alavancadores. Estamos convictos de que podemos reduzir o déficit habitacional e temos de aproveitar essa onda positiva”, ressalta Safady.


 


Contratação bateu recorde

Mais de dois milhões e 600 mil trabalhadores tiveram as carteiras de trabalho assinadas entre janeiro e outubro deste ano na construção, representando um recorde para o setor e para o país, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, com a geração de cerca de 340 mil novas vagas no mesmo período.




Apesar da quantidade de contratação, a mão de obra ainda continua a ser um dos problemas do setor. “Infelizmente nossa mão de obra não consegue atender a demanda da construção. Faltam funcionários qualificados. Mesmo com os cursos oferecidos pelos sindicatos e entidades ligadas à construção, a importação de trabalhadores já é uma realidade no Brasil”, relata o presidente da Cbic, que esteve reunido na Embaixada de Portugal para um projeto de importação de engenheiros civis para o país.





Os desafios do setor e as perspectivas para 2011


Safady apresentará projeto de saneamento à presidenta Dilma
<br>RousseffFoto: Dinah FeitozaSafady apresentará projeto de saneamento à presidenta Dilma Rousseff

Para 2011, a Cbic espera que o setor tenha crescimento mais modesto, em torno de 6%, e as perspectivas para o próximo governo são as melhores. “Estamos animados e continuaremos crescendo. O setor é um dos mais parceiros do país e tudo que ele precisa para os próximos anos passa pela construção civil, com os projetos para os eventos de 2014 e 2016. Tenho certeza que continuaremos parceiros do próximo governo”, declarou o presidente da CBIC.



Apesar do otimismo, o setor tem desafios a enfrentar para continuar crescendo. Os principais para os próximos anos são a falta de terra urbanizada, as inovações na construção, a sustentabilidade e o saneamento básico. “Temos gargalos e dificuldades. Mas isso faz parte do nosso dia a dia”, disse Paulo Safady.




O presidente da Cbic considera a busca por novos espaços para construir um desafio a ser considerado, principalmente nos grandes centros urbanos. “Apesar da pouca terra urbanizada, podemos oferecer produtos adequados ao mercado para atender as novas metas do Minha Casa, Minha Vida. Há a possibilidade da construção de muitas residências verticais por conta da falta de terreno e de um melhor aproveitamento do mesmo”.




O uso da tecnologia para inovar e gerar maior produtividade para o setor será um dos desafios das empresas, que deverão qualificar ainda mais a mão de obra para lidar com as novas ferramentas. Os investimentos serão em novas técnicas construtivas, materiais, equipamentos e a industrialização nos canteiros.




Com o objetivo de estimular a prática da inovação na construção brasileira, a Cbic desenvolve o Projeto de Inovação Tecnológica, que visa a inserir o tema no planejamento de negócios das construtoras. O desafio é tornar o acesso às novas tecnologias uma realidade viável para as cerca de 140 mil pequenas e médias empresas da cadeia produtiva do país.




A sustentabilidade é outro desafio para o setor aumentando a produção de edificações inteligentes e ambientalmente corretas. Uma das propostas é tornar Brasília uma capital sustentável. “Temos a proposta de fazer um retro fite nos ministérios, adequando-os às normas, assim como construir outros sustentáveis. Os investimentos seriam de R$ 300 milhões, com a manutenção de 15 anos nos edifícios e tornar a Esplanada Sustentável”, disse Paulo Safady.





Um projeto para sanear o Brasil


 


A Cbic vai apresentar ao novo governo projeto para melhorar e ampliar o saneamento básico em todo o país. “Queremos corrigir as distorções da área. É uma vergonha os números que o Brasil apresenta. Estão morrendo crianças por falta de saneamento e já temos uma audiência marcada com a presidente Dilma para discutir o assunto”, comentou o presidente da Cbic.




Ele ressaltou que o projeto é simples e parecido com o Minha Casa, Minha Vida  para o saneamento básico, priorizando famílias de baixa renda. “Hoje, 80% do país têm água e esgoto tratado, mas temos estados em que os índices não passam de 35%. Pensamos em um projeto que abranja todas as regiões, com melhoria da gestão das companhias públicas. Mas isso depende de uma decisão política do governo federal para ser implementado”.


Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2010-12-18/imoveis/3124/CRESCIMENTO-QUE-IMPRESSIONA.pnhtml

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