Cristiane Poleto
Brasília DF - 13/11/2018

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Em Brasília, imóveis de alto padrão batem recorde de vendas

26/06/09

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SÃO PAULO - Na contramão ao movimento da construção nacional que segue com fôlego maior rumo aos negócios com imóveis de padrão econômico, em Brasília, no Distrito Federal, a venda de unidades voltadas às classes A e B seguiu em ritmo acelerado neste primeiro semestre e observou forte alta. Na maior imobiliária da região, a Lopes Royal, foi apresentado R$ 1 bilhão em lançamentos no período, e a empresa, apesar da turbulência econômica, deve bater os R$ 800 milhões em vendas consolidadas, valor 180% superior ao dos primeiros meses de 2008.


 


As construtoras confirmam o aquecimento do setor, como a Paulo Octávio Investimentos Imobiliários. A empresa afirma estar com novos empreendimentos com valor geral de vendas (VGV) estimado em pouco mais de R$ 1,2 bilhão no total e estima para 2009 um crescimento de 30% - o dobro do que observou no ano passado. Já a MTD Engenharia, que também atua para o público de maior poder aquisitivo, no eixo Brasília-Rio de Janeiro, pretende buscar novas parcerias para ampliar mercado.


 


Para Marco Antônio Demartini, diretor da Lopes Royal, braço do Grupo Lopes, de São Paulo, o alto poder aquisitivo da população na região ajuda a impulsionar os negócios. "65% do público consumidor são compostos de funcionários públicos que têm boa renda e estabilidade profissional", destacou, acrescentando que lá a demanda é maior que a oferta porque as áreas para construção são limitadas, na região.


 


O executivo comentou que existem estimativas de profissionais do setor que apontam a que o mercado imobiliário de Brasília passou o do Rio de Janeiro, com mais de R$ 1,3 bilhão em lançamentos, o que prova que lá o setor não foi atingido de forma cruel pela turbulência financeira.


 


Demartini incluiu outro fator para esse forte incremento: o fato de novas áreas para projetos residenciais não serem disponibilizadas frequentemente, por conta do tombamento da região. "Demorou mais de uma década a aprovação de uma nova região", explicou.


 


A Lopes Royal deve disponibilizar ao mercado um novo projeto de bairro na Região Noroeste, voltado para pessoas de poder aquisitivo mais alto, com o metro quadrado a R$ 8 mil, a ser tocado nos próximos 10 anos. A Royal é uma grande imobiliária local, que teve 51% do seu capital adquirido pela Lopes, empresa que está presente em 12 estados brasileiros.


 


Alta renda


 


O executivo Marcelo Carvalho, diretor da Paulo Octávio Investimentos Imobiliários, diz concordar que a falta de áreas para construção agrega um valor adicional ao setor imobiliário do Distrito Federal, diferentemente do que ocorre em outras regiões.


 


O executivo também vê o fator estabilidade versus renda como um atributo a mais para aquecer os negócios. "Temos algumas oportunidades no setor noroeste, em Águas Claras, além de áreas remanescentes no setor sudoeste", falou, calculando que as unidades nas diversas áreas atendem a rendas médias de R$ 8 mil a R$ 15 mil. Carvalho também contou que há um desenvolvimento de projeto na região de Guará.


 


Entre os empreendimentos da Paulo Octávio, Águas Claras conta com um conjunto de 120 apartamentos que foi 100% vendido e cuja metade já foi entregue. Na mesma área, um projeto de quase 1,9 mil apartamentos, avaliado em VGV de R$ 1 bilhão, está em fase de andamento.


 


Já na área noroeste estão em construção três prédios que ficarão prontos dentro de três anos, avaliados em R$ 120 milhões. Já no que está em desenvolvimento no Guará, são mais de 60 as unidades, que perfazem R$ 40 milhões. Há ainda um projeto de 300 escritórios que ficam prontos dentro de 24 meses. O Grupo Paulo Octávio ainda mantém negócios em hotelaria, concessionárias de veículos e comunicação.


 


Diversificação


 


Outra que trabalha na incorporação e construção de residenciais voltados às classes A e B, além de prédios comerciais, é a MTD Engenharia, que não tem negócios no segmento econômico.


 


"Trabalhamos com boas expectativas para 2009/2010, tanto em relação ao setor de incorporações, quanto em relação à prestação de serviços para o mercado privado em geral", comentou Sílvio Romero Graça Carvalho, um dos sócios da MTD Engenharia.


 


A companhia acabou de entregar um prédio residencial com 88 apartamentos, bem como dá andamento ao projeto de dois residenciais em Águas Claras, um deles com VGV de R$ 25 milhões, e outro no setor noroeste, de R$ 70 milhões. A empresa está tranquila e diz possuir vários terrenos no Rio de Janeiro. "Acreditamos no reaquecimento da economia e continuamos trabalhando, buscando novas parcerias fora do eixo Rio-Brasília", falou Carvalho.


Fabíola Binas


 

Fonte: http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=7&id_noticia=290496&editoria=

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