Cristiane Poleto
Brasília DF - 20/01/2018

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Juro para a compra da casa cai até setembro

14/06/09

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Condições para quem quer adquirir o imóvel próprio podem ficar melhores



A procura pelos melhores negócios é o principal conselho dos especialistas para quem quer realizar um dos maiores sonhos da vida modernaO consumidor interessado em comprar um imóvel financiado deve esperar pelo menos mais dois meses para efetuar o negócio. Foi o que afirmou o vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, em entrevista à Agência Nacional. Segundo ele, as taxas de juros, que já estão sendo reduzidas pelos bancos, devem cair ainda mais, com a percepção de melhora na economia e com as reduções da taxa básica de juros, a Selic.



O Banco do Brasil e a Caixa anunciaram, na semana passada, a redução de juros, com condições diferenciadas de acordo com a forma de pagamento das prestações. Em maio, a instituição anunciou a ampliação do prazo de financiamento da casa própria de 25 para 30 anos em todas as modalidades previstas no Sistema Financeiro da Habitação.


Segundo ele, as condições para a compra de imóveis estão melhores depois que a crise financeira internacional se agravou, principalmente no período de setembro de 2008 até fevereiro deste ano, os bancos subiram as taxas de juros, encurtaram o prazo de financiamento e passaram a ser mais seletivos. “Todos estavam preocupados com a possibilidade de que a crise pudesse se agravar e levar à inadimplência de seus clientes. Os bancos públicos, pressionados pelo governo, passaram a emprestar mais para compensar a queda na oferta de crédito dos bancos privados”.


Oliveira lembrou que, passado esse momento, os bancos perceberam que tinham boas oportunidades pela frente e que os públicos pegaram o espaço deles e voltaram a emprestar. “Atualmente, existe uma competição maior nesse segmento, o que possibilita aos consumidores melhores condições. Os bancos vêm alongando prazos. Atualmente é possível encontrar prazo até 30 anos. Tem os bancos anunciando redução das taxas de juros e em algumas situações financiando 100% do valor do imóvel. Essas condições, entretanto, devem ficar ainda melhores. “Mas aquele consumidor que não pode esperar, é importante ficar atento para não comprometer demais a renda, preferencialmente escolher o Sistema de Amortização Crescente (Sacre) que possibilita pagar a um custo menor.


Destacou que existe uma desvantagem porque as parcelas inicialmente são maiores. “Mas a dívida é amortizada de forma mais rápida. O consumidor deve prestar atenção também que quando vai comprar o imóvel, além dos juros, há seguros e a Taxa Referencial (TR).


 


É melhor do que pagar o aluguel todo mês


Ainda segundo ele, as condições de crédito no segundo semestre vão estar melhores já que nos próximos meses haverá uma quantidade maior de bancos oferecendo condições melhores. Taxas menores, prazos maiores, menor burocracia no sentido de que deve haver uma liberação maior.

“Tenho a convicção de que o pior da crise já passou, o que se reflete na própria atitude dos bancos. Se os bancos acreditassem que a situação estaria complicada, não fariam o que estão fazendo agora.


 


Agregado a isso, temos a Selic sendo reduzida. Outro conselho de Oliveira é economizar dinheiro para comprar à vista ou para financiar uma parcela menor do valor do imóvel. Disse, ainda, que o financiamento é a melhor opção do que pagar aluguel. “As condições de crédito melhoraram, o que possibilita pagar o mesmo valor de um aluguel. Atualmente, os juros de financiamento estão, em média, entre 0,90% e 1% ao mês. O aluguel corresponde em geral de 0,80% a 1% do preço do imóvel. A melhor alternativa é pesquisar muito. O consumidor deve procurar o banco certo.

 

Fonte:

Imóveis


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