Cristiane Poleto
Brasília DF - 21/11/2018

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Brasília oferece atrações turísticas do concreto ao verde

05/11/12

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Visita obrigatória, prédios e monumentos encantam visitantes.

Capital do país tem ainda como opções áreas verdes e parques.


Brasília oferece aos que a visitam opções de turismo além das obras do arquiteto Oscar Niemeyer e do urbanista Lucio Costa. Com prédios, monumentos e um traçado urbano conhecidos em todo o mundo, a cidade pode também proporcionar a seus turistas passeios por parques naturais e cachoeiras.


Vista aérea da Esplanada dos Ministérios (Foto: Jamila Tavares/G1)


Vista aérea da Esplanada dos Ministérios (Foto: Jamila Tavares/G1)

O roteiro cívico – que reúne os monumentos mais conhecidos da capital – começa no Eixo Monumental, via que corta o Plano Piloto de Leste a Oeste e que tem em uma de suas extremidades a Esplanada dos Ministérios, com as sedes dos poderes da República.

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Logo que chega à capital, o visitante percebe que a natureza e as edificações não se opõem. O concreto das grandes obras arquitetônicas convive em harmonia com o verde dos parques urbanos e as mais de 50 áreas ao redor da cidade destinadas ao turismo ecológico.


Vale começar o passeio cívico pela Rodoviária do Plano Piloto. O terminal é o ponto central do projeto de Lucio Costa e recebe cerca de 500 mil pessoas do Distrito Federal e de cidades do Entorno por dia, de acordo com estimativa do governo do DF. Da plataforma superior, é possível ver o conjunto dos monumentos da Esplanada e, do outro lado, a Torre de TV.


Eixo Leste: rumo à Esplanada dos Ministérios

O principal cartão postal da cidade, a Esplanada dos Ministérios, está situado na extremidade leste do Eixo Monumental. Na Esplanada, a lista de prédios projetados por Oscar Niemeyer é grande: é lá que estão as sedes do Executivo (Palácio do Planalto), Legislativo (Congresso Nacional) e Judiciário (Supremo Tribunal Federal).


1-Palácio do Planalto; 2- Palácio do Alvorada; 3 -Congresso Nacional; 4- Catedral Metropolitana; 5-Museu Nacional da República; 6-Teatro Nacional. (Foto: Reprodução)


1-Palácio do Planalto; 2- Supremo Tribunal Federal; 3 -Congresso Nacional; 4- Catedral Metropolitana; 5-Museu Nacional da República; 6-Teatro Nacional. (Foto: Reprodução)

No caminho até esses prédios estão o Teatro Nacional, do lado esquerdo do Eixo, e o Complexo da República, à direita. O teatro tem duas fachadas revestidas por blocos de concreto, em padrão feito por Athos Bulcão. Dentro, há obras de Alfredo Ceschiatti e Marianne Peretti, além dos jardins com projeto urbanístico de Roberto Burle Marx.


O Complexo da República é formado pelo Museu Nacional Honestino Guimarães e pela Biblioteca Nacional Leonel de Moura Brizola, além de uma grande praça com espelho d’água. O museu recebe exposições com regularidade e, eventualmente, mostras de cinema. O complexo estava previsto no projeto original de Niemeyer, mas foi inaugurado apenas em 2006.


Seguindo sentido leste, a Catedral de Brasília fica localizada logo depois do Complexo da República. Lá também estão trabalhos de Ceschiatti e Peretti, que assina os famosos vitrais da igreja. O local está sendo restaurado, mas o acesso ao interior está liberado entre 8h e 17h.


Palácio do Itamaraty, onde será a recepção a Dilma após a diplomação (Foto: Werner Zotz/Itamaraty)


Palácio do Itamaraty, uma dos principais prédios da

Esplanada (Foto: Werner Zotz/Itamaraty)

Com projeto paisagístico assinado por Burle Marx, o Palácio do Itamaraty reúne obras de Athos Bulcão, Rubem Valentim e Sérgio Camargo, mas o acesso ao prédio é restrito.


As visitas têm que ser agendadas e, durante a semana, não é permitido entrar no prédio usando bermuda, camisa regata, roupas curtas ou chinelos. Também vale visitar o anexo II, prédio em formato circular conhecido como “Bolo de Noiva”.

O Congresso Nacional, que Niemeyer certa vez disse ser sua obra favorita, é um mundo à parte. Além dos dois blocos centrais e das duas cúpulas que abrigam os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado, há vários prédios anexos.


A Câmara tem quatro, sendo que o anexo IV sedia a maioria dos gabinetes parlamentares. No 10ª andar do prédio, há o Espaço Zumbi dos Palmares e janelas panorâmicas.


É possível visitar o Congresso todos os dias, de 9h30 às 17h. Há guias disponíveis inclusive aos domingos e feriados, mas grupos com mais de 15 pessoas devem agendar a visita. Assim como no Itamaraty, o acesso de pessoas usando bermuda, regata, roupas curtas ou chinelos é proibido.


Com inúmeras esculturas, a exemplo dos Dois Candangos, a Praça dos Três Poderes é o ponto de encontro simbólico do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. É lá que estão o STF, que só pode ser visitado aos sábados, domingos e feriados; e o Palácio do Planalto, que só pode ser visitado aos domingos.


A praça sedia também o Espaço Lúcio Costa, que abriga a maquete de Brasília e fotografias históricas da cidade, a Casa de Chá, para lanches e bebidas, e o Panteão da Pátria, museu que homenageia os heróis nacionais.


Torre de TV é atração no Eixo Oeste

Na parte oeste do Eixo Monumental, os destaques são a Torre de TV, com a tradicional feirinha de artesanato, o Memorial JK, que reconta a história do presidente responsável pela construção de Brasília, o Memorial dos Povos Indígenas, com acervo etnográfico doado por Darcy Ribeiro, Berta Ribeiro e Eduardo Galvão.


1-Torre de TV; 2-Palácio do Buriti; 3-Tribuna de Contas do Distrito Federal; 4-Memorial JK; 5-Memorial dos Povos Indígenas; 6-Catedral Militar Rainha da Paz. (Foto: Reprodução)


1-Torre de TV; 2-Palácio do Buriti; 3-Tribunal de Contas do Distrito Federal; 4-Memorial JK; 5-Memorial dos Povos Indígenas; 6-Catedral Militar Rainha da Paz. (Foto: Reprodução)

A nova sede da Câmara Legislativa do DF, o Tribunal de Contas do DF, o Tribunal de Justiça do DF, o Palácio do Buriti, sede do Executivo local, e a Catedral Rainha da Paz, construída com base na estrutura usada na missa feita pelo Papa João Paulo II em 1991, também estão neste rumo do percurso.


O Eixo Monumental também dá acesso ao Parque da Cidade, que tem área de 420 hectares e jardins projetados por Burle Marx. Além das pistas para prática de esportes, o parque tem lagos artificiais, parques infantis, churrasqueiras, pista de kart, quadras poliesportivas, restaurantes e tendas de massagens.


Turismo ecológico


Acima, ciclistas fazem passeio no Jardim Botânico; abaixo, piscina do Parque Nacional de Brasília (Foto: Antonio Cruz/ABr e Reprodução/TV Globo)


Acima, ciclistas fazem passeio no Jardim Botânico;

abaixo, piscina do Parque Nacional de Brasília (Foto:

Antonio Cruz/ABr e Reprodução/TV Globo)

Parques urbanos

Na área central da capital, entre o movimento de veículos e comércio, o Parque Olhos d’Água, o Parque da Cidade Sarah Kubitscheck e o Parque Nacional de Brasília são recantos do cerrado, segundo maior bioma brasileiro.


Localizado entre as quadras 413/414 Norte e com cerca de 21 hectares, o Parque Olhos D’Água possui trilhas cercadas por animais e vegetação nativa do cerrado. A Lagoa do Sapo, cortada por duas pontes, é uma das principais atrações do local. Equipamentos de ginástica e o parque infantil completam a estrutura. O parque funciona entre 6h e 19h e é uma das preferências da comunidade da Asa Norte.


Outra importante área de lazer na capital do país, o Parque da Cidade Sarah Kubitscheck é opção para quem gosta de caminhadas e corridas. Além de esportes, os restaurantes e bosques com churrasqueiras recebem famílias e amigos dispostos a um lanche ou almoço. Há também parques infantis, um centro hípico e um kartódromo.


Já o Parque Nacional de Brasília, mais conhecido como Água Mineral, tem duas piscinas de e trilhas para caminhadas. A unidade de conservação conta com 300 km² e possui animais de diversas espécies. Para entrar no local, aberto de 8h às 16h, é preciso pagar R$ 8.


Na cidade também estão os 526 hectares do Jardim Botânico de Brasília. Lá é possível fazer trilhas e conhecer as características do cerrado. A visita ao viveiro de orquídeas é indispensável. Localizado no Lago Sul, ele está aberto de 9h às 17h, a R$ 2.

Rota ecológica

Nas redondezas de Brasília também há diversas opções para o ecoturismo. Localizadas nas regiões administrativas do Distrito Federal, essas propriedades oferecem atrações para a prática de esportes radicais, passeios educativos e a culinária típica.


Uma das mais belas lagoas naturais do DF, a Lagoa Bonita é refúgio para animais silvestres do cerrado. Ela está localizada a 38 quilômetros de Brasília, em Planaltina, na área que abrigou os exploradores da Missão Cruls. Em 1892, a expedição analisou a região e demarcou os limites territoriais da futura capital.


Construção abandonada ao lado de cachoeira em área de Brazlândia, no Distrito Federal (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)


Construção abandonada ao lado de cachoeira em área de Brazlândia, no Distrito Federal (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)

A Reserva Ecológica Paraíso na Terra fica em Brazlândia, a 60 quilômetros de Brasília. Voltado para a meditação e a harmonia com a natureza, o espaço oferece restaurante vegetariano e templo. Visitantes, hóspedes ou não, também podem fazer caminhadas, ir às cachoeiras, mergulhar nas piscinas naturais. O espaço funciona todos os dias e de 17h de sexta até 17h de domingo.


Com 48 mil m², a Chapada Imperial é uma das maiores unidades de mata particular do DF. Na reserva, também localizada em Brazlândia, é possível encontrar onças, lobos-guará, tamanduás-bandeira e tatus-canastra. Os visitantes podem ir a cachoeiras e piscinas naturais, além de várias trilhas diferenciadas pelo grau de dificuldade. Para ir ao local, é preciso fazer reserva. A chapada abre às 9h e encerra as atividades por volta das 17h30.


Formada por um complexo de galerias e cavernas com cerca de 5 milhões de anos, a Gruta Rio do Sal tem câmeras internas povoadas por morcegos e salas cobertas por estalagmites. Localizada a 68 quilômetros de Brasília, em Brazlândia, ela só deve ser visitada com acompanhamento de guias habilitados. A região também oferece cachoeiras. O rio forma várias quedas, que variam de 6 a 12 metros de altura, em uma distância média de 100 metros.


A ruptura de uma rocha de quartzo deu origem a um poço de águas límpidas e azuladas, com cascatas, corredeiras e uma caverna inundada. Também em uma propriedade particular próxima a Brazlândia, o Poço Azul é um dos pontos turísticos mais famosos de Brasília desde os anos 70. 


Fonte: Site on line G1 DF (04/11/2012)


 

Fonte: http://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2012/11/brasilia-oferece-atracoes-turisticas-doconcreto-overde.html

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