Cristiane Poleto
Brasília DF - 21/01/2018

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Meio Ambiente: Construtoras investem em sustentabilidade dentro do canteiro de obras

23/09/12

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Preocupadas com o futuro do planeta, as construtoras buscam investir em ações de sustentabilidade dentro dos canteiros de obras. Com inovações, elas não deixam de lado a qualidade de vida e a modernidade nas edificações contemporâneas


Ecotelhados - coberturas revestidas de ramagem e adubo - favorecem a captação da água da chuva e reduzem o calor, diminuindo o uso dos aparelhos de ar-condicionado


Ecotelhados - coberturas revestidas de ramagem e adubo - favorecem a captação da água da chuva e reduzem o calor, diminuindo o uso dos aparelhos de ar-condicionado

O termo sustentabilidade tem se tornado cada vez mais comum com o passar do tempo. Usar métodos e técnicas para diminuir riscos de impacto ambiental faz parte do processo de conscientização e reeducação também dos canteiros de obras. As construtoras aproveitam o crescimento da tecnologia para colocar em prática ações de redução de gastos de energia e equipamentos que favorecem o sistema.


Uma das grandes preocupações das construtoras é saber como fazer uso dos materiais essenciais de construção como cimento, aço, madeira, entre outros, sem causar grandes danos à natureza. A má utilização ou distribuição desses itens dentro das construções podem trazer problemas ambientais, além de prejuízos financeiros. Por esse motivo, as construtoras investem em serviços que ajudam a acelerar o crescimento das obras e ainda colaboram com o projeto sustentável.


A adequação dos canteiros de obras nas grandes construções envolvem algumas ações que caracterizam o sistema de sustentabilidade. Desde que haja participação de colaboradores e uma estrutura apropriada é possível investir nesse processo em busca de melhores resultados. Entre os serviços possíveis de se trabalhar nas construções visando menos degradação destacam-se a redução de energia, a reutilização da água da chuva e a gestão de resíduos.


Para entender melhor sobre esse processo, o diretor técnico da Tecpro Engenharia, Marcelo Guido (foto), explica como o trabalho é feito dentro da construção. De início, ele destaca a importância de trabalhar com a gestão de resíduos provenientes da obra, uma vez que é notória a quantidade de entulho gerado durante as construções. O processo funciona com o reaproveitamento de itens como cimento, aço, madeira e até mesmo os plásticos como o PVC; todos materiais que podem ser reaproveitados em outros serviços.


Medidas que ajudam

No entanto, o diretor ressalta que, para que seja feito o serviço de gestão de resíduos, é importante fazer a coleta seletiva dos materiais. Separar os itens de maneira correta possibilita um melhor aproveitamento em outras formas de serem utilizados posteriormente. A madeira, por exemplo, é um material que em alguns casos pode ser aproveitada na confecção de compensados. Quando não há a possibilidade, é importante destiná-la corretamente. “A madeira pode fazer compensados aglomerados, mas nem toda ela é possível reaproveitar. Nesses casos, pode-se fazer a coleta separadamente, ou seja, não jogar em um entulho qualquer para não misturar com outros resíduos e aumentar o problema”, alerta.


Outra característica de trabalho sustentável nos canteiros de obras é a utilização de água da chuva e o aproveitamento maior de energia solar. Marcelo Guido comenta que é possível aproveitar com facilidade a água que vem do céu em alguns processos da construção. Após o acúmulo da água em reservatórios próprios, destina-se a utilização em jardins, lavagem de garagens e até mesmo para vasos sanitários.


Com relação à energia, o diretor da Tecpro fala que o planejamento de economia funciona desde um projeto bem-feito dos canteiros de obras até o próprio edifício pronto. O sistema de automação, por exemplo, permite a utilização apenas em horários específicos com ativação de sensores de presenças, além de poder ser usado em garagens, portarias, corredores, etc. Os elevadores também recebem sistemas de economia de energia e, não menos importante, a energia solar.


[credito=Foto: Toninho Tavares]


Marcelo acrescenta que existe, ainda, a construção seca. É um tipo de empreendimento que caracteriza-se pela não utilização de água e cimento durante a execução das obras. Ele fala que o cimento é um grande vilão ambiental justamente por gerar gases que comprometem a atmosfera. “ “Sem a utilização do material (cimento) na construção o impacto é menor. Além de haver outros ganhos, como produtividade, e mais rapidez. Gera-se menos desperdício de mão de obra”, aponta o diretor técnico.


Ações positivas ajudam a mudar os panoramas

Comprometidas a gerar menos impacto ambiental, as construtoras buscam formas de colaborar para manter a saúde do planeta. Ações de economia de energia, redução de resíduos pesados e sistemas de aproveitamento de água da chuva, configuram parte do que pode ser feito nas obras visando o bem-estar e uma maior qualidade de vida.


Tendo em vista essas ações, a construção civil busca cada vez mais iniciativas para continuar na trajetória de fazer mudanças em relação à degradação ambiental. Por meio de serviços úteis à sociedade, práticas de aprimoramento do sistema sustentável aparecem como ferramentas primordiais nas grandes edificações.


Comprometida a gerar menos impacto ambiental nas construções com redução de resíduos, economia de energia, utilização de produtos ambientalmente corretos, a Brookfield Incorporações procura empregar nos canteiros de obras iniciativas sociais voltadas para escolas de alfabetização e as escolas técnicas, voltadas ao desenvolvimento dos seu colaboradores. “Entendemos a nossa responsabilidade com o desenvolvimento das cidades onde atuamos e, mais especificamente, com as pessoas que viverão nos nossos empreendimentos ou que já vivem no seu entorno”, conta Adriana Pusch, diretora de marketing institucional e responsabilidade social da Brookfield.


Como projeto de destaque desenvolvido pela Incorporadora está o Jardins do Cerrado, em Goiás, onde encontra-se em construção o maior empreendimento enquadrado no Minha Casa, Minha Vida no Centro-Oeste, e, recentemente lançado, o projeto de mobilização comunitária com o Instituto Brookfield. O programa Ambientes Saudáveis busca dar instrumentos à comunidade para que seja criada uma agenda sustentável, com iniciativas voltadas à melhoria da qualidade de vida.


Adriana ressalta que o cuidado da Brookfield dentro do desenvolvimento social é maior quando se trata de projetos do segmento econômico. A diretora explica que a experiência de trabalhar com gestão e articulação de parcerias é importante para fortalecer mobilizações fundamentais para garantir a qualidade de vida dos moradores.


Ao falar sobre a importância de trabalhar com aspectos voltados à sustentabilidade dentro das grandes construções, Adriana afirma: “Acreditamos que sustentabilidade é processo e não um fim. Sempre haverá algo mais a ser feito ou melhorado. A empresa está inserida numa sociedade e precisa contribuir com seu desenvolvimento para garantir a própria perenidade dos negócios”, finaliza. 


Fonte: Jornal da Comunidade - PAULA MORAIS, 22 e 23/09/2012

Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2012-09-22/imoveis/7280/A-FAVOR-DO-MEIO-AMBIENT

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