Cristiane Poleto
Brasília DF - 22/07/2018

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Hora certa para o primeiro passo - Opções para a compra da casa própria

18/06/12

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Hora certa para o primeiro passo

Com o panorama econômico do Brasil aliado ao cenário de queda dos juros para financiamento, o mercado imobiliário cria opções para a compra da casa própria. Jovens são fortes investidores


Com a queda dos juros do mercado imobiliário, o setor da construção civil mantém-se aquecido pela crescente procura


Foto: Mary Leal

Com a queda dos juros do mercado imobiliário, o setor da construção civil mantém-se aquecido pela crescente procura

Com a redução nas taxas de juros e mais facilidades de conseguir o crédito imobiliário, consumidores estão à procura de novas oportunidades para realizar o sonho da casa própria, e também em busca de investimentos. A oferta de imóveis na capital federal é grande, com projetos que vão do alto padrão ao mais popular. Em 2011 quem procurou sair do aluguel e assumir um financiamento encontrou oferta elevada no Distrito Federal.


Os consumidores devem ter cautela na hora de buscar crédito para a compra da casa própria. O advogado Luciano Duarte Peres, presidente do Instituto Brasileiro Defesa Consumidor Bancário (IBDConB) destacou que o consumidor precisa procurar uma taxa de juro onde ele consiga uma estabilidade financeira. “Na hora de financiar o imóvel é importante se prevenir das oscilações do mercado. Se ele consegue uma taxa de juro um pouco maior, a prestação tende a apresentar queda no futuro, mesmo que as taxas subam” explica Peres. Outra dica é que os consumidores devem procurar o site do Banco Central (BC), www.bc.gov.br para saber se os valores do juros bancários são aqueles que estão sendo oferecidos pelos bancos e as construtoras.


O técnico em informática Charles Francis Machado, 23 anos, adquiriu seu primeiro imóvel no ano passado. No valor de R$100 mil, a casa que ele comprou fica em Valparaíso e foi financiada pelo Minha Casa, Minha Vida. Ele comenta como o programa ajudou a adquirir o imóvel e os benefícios de ter optado pelo financiamento. “Além de um valor atrativo, consegui um abono de R$ 16 mil. Um diferencial que me levou a comprar a minha casa”, disse.


O consumidor deve ficar atendo também na hora que vai requerer o financiamento. A Lei nº 10.820/2003 e o Decreto nº 6.386/2008 (margem consignado) determinam que a soma das prestações destinadas ao empréstimo não devem ultrapassar 30% da sua renda. “Os bancos não podem financiar neste caso. Se ficar comprovado que o consumidor não terá dinheiro para bancar as suas contas, comprometendo o salário, e as suas contas básicas de alimentação, transporte e vestuário” finaliza Peres.


Jovens compõem a maior fatia da clientela



Além de responderem pela maioria das contratações de crédito imobiliário, as pessoas com 35 anos ou menos também estão financiando valores maiores para a compra do imóvel. De acordo com os dados da Caixa Econômica Federal, a maioria dos jovens –- 24% do total -– financia quantias entre R$ 50 mil e R$ 80 mil.


Ao mesmo tempo, em 2010, o porcentual de jovens que financiou até R$ 50 mil -– primeira categoria de financiamento analisada – atingiu o menor patamar histórico (7,3% do total). O cenário de dez anos atrás era bem diferente. Os financiamentos de até R$ 50 mil representavam 44,6%, enquanto a segunda faixa (R$ 50 mil a R$ 80 mil) era de 4,6%.


Os financiamentos de R$ 200 mil a R$ 500 mil, que tinham 0,1% de representatividade até 2005, hoje somam 3,6% dos contratos. E os empréstimos acima de R$ 500 mil, que não tinham nenhuma participação, hoje respondem por 0,1% dos financiamentos.


O aumento do crédito é uma realidade e que deve continuar, pelo menos, nos próximos cinco anos. O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, anunciou no último dia 29 que em 2011 o banco atingiu R$ 80 bilhões em crédito imobiliário.


O anúncio foi feito durante discurso aos empregados da Caixa, em Brasília, no evento que comemorou 151 anos de sua criação. Segundo o presidente Hereda, o grande responsável por esse resultado foi o Minha Casa Minha Vida (PMCMV).


Jorge lembra que em 2011 a CEF movimentou R$ 80 bilhões de crédito imobiliário  

Foto: Divulgação

Jorge lembra que em 2011 a CEF movimentou R$ 80 bilhões de crédito imobiliário

“Em 2003, a CAIXA realizou em torno de R$ 5 bi em crédito habitacional. No ano passado esse resultado ultrapassou os R$ 80 bilhões, a maior contratação da CAIXA nos seus 151 anos”, afirmou Hereda. O PMCMV contratou, desde o seu lançamento até o fim do ano passado, 1.462.133 unidades habitacionais, com investimento total de R$ 87 bi.


Mesmo com a expectativa de aumento dos números e do mercado aquecido, o presidente da Câmara Empresarial do Mercado Imobiliário da Fecomércio, Marcelo Brognoli estima que esses números se estabilizem. “Mesmo com as novas medidas dos bancos de baixar os juros do crédito imobiliário, essas medidas visam proteger o mercado imobiliário e a economia”, afirma Brognoli. 


Fonte DANIEL GUERRA -  Redação Jornal da Comunidade

Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2012-06-02/imoveis/6374/HORA-CERTA-PARA-O-PRIMEIRO-PASSO.pnhtml

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