Cristiane Poleto
Brasília DF - 13/11/2018

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Brasília: Uma cinquentona muito atraente

21/05/12

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Com poucas áreas para se construir, o Plano Piloto continua sendo uma das regiões mais visadas para morar. A capital dos brasileiros tem hoje um dos metros quadrados mais caros em todo o país


Patrimônio da humanidade, Brasília virou o sonho de consumo de muitos brasilienses, mas carece de espaço para construirFoto: Alan Santos

Patrimônio da humanidade, Brasília virou o sonho de consumo de muitos brasilienses, mas carece de espaço para construir

Brasília, que completou 52 anos neste ano, começou a se delinear na primeira Constituinte do Império Brasileiro, em 1823. Naquela época, o Estado já sentia a necessidade de mudança da capital para um ponto mais central do interior do país. A atração foi irresistível e a nova capital, com a vocação mística, surgiu no Planalto Central, concretizando o sonho de um religioso italiano. Dom Bosco dizia ter sonhado com uma espécie de terra prometida, uma civilização do futuro, a qual nasceria situada entre os paralelos 15° e 20°, às margens de um lago, de onde brotaria leite e mel.


Articulado com a equipe de Lúcio Costa, um grupo de arquitetos encabeçado por Oscar Niemeyer projetou todos os prédios públicos e a maioria dos residenciais da capital. No dia 21 de abril de 1960 Brasília foi consagrada capital do país. Dentre os criadores da cidade estão Oscar Niemeyer, Israel Pinheiro, Lúcio Costa e Juscelino Kubitschek. Brasília se resume, basicamente, no Plano Piloto, composto pelas asas Sul e Norte, lagos Sul e Norte, Octogonal, Cruzeiro e Sudoeste. São áreas próximas ao centro da capital e valorizadas pelo histórico de cada edifício e localização. Mais distante das áreas centrais ficam as regiões administrativas – cidades de pequeno e médio portes localizadas a uma distância variável, entre seis e 25 quilômetros do Plano.


As Asas do avião

Apesar da saturação de imóveis no Plano Piloto, ainda há lançamentos no local. Na Asa Norte, onde o mercado imobiliário se consolidou, há o Anna Christina Kubitschek Pereira, das Organizações PaulOOctavio. A exclusividade é um dos principais diferenciais do prédio, que conta com 30 apartamentos de 225m² ou 240m², três vagas na garagem, e seis coberturas duplex de 448m² ou 479m². Além disso, agrega sala de jogos, espaço gourmet com churrasqueira, home office com banheiro, terraço com banheiro e depósito, piscina com deck molhado e seco como principais atrativos da área de lazer.


Pedro Ávila, diretor comercial das Organizações PaulOOctavio, comenta sobre a boa infraestrutura da Asa Norte e a falta de terrenos para se construir no bairro. Ele esclarece as causas do alto valor do metro quadrado e garante que ainda há perspectiva de valorização. “Devido à quantidade mínima de terreno disponível em Brasília, a Asa Norte é uma área muito importante para o mercado imobiliário local. Por causa da pequena quantidade de terreno, os apartamentos disponíveis são apenas os que estão anunciados. E só. Isso explica o alto valor atual e futuro do metro quadrado da região”, justifica Ávila.


A Asa Sul já não tem tantos lançamentos como a Asa Norte. Bairro tradicional de Brasília, com quadras residenciais formadas por prédios de quatro a seis andares, áreas de lazer coletivas e perto das vias de acesso rápido, como a W3 e o Eixão, é uma das mais procuradas. Phillip Sá, morador há quase cinco anos na quadra 214 Sul, conta o quão agradável é morar no bairro. “Eu gosto muito da Asa Sul por causa da tranquilidade. É um lugar que transmite paz, perto de tudo, não tem muito trânsito e uma vizinhança muito boa. Tenho tudo perto de casa. Quando me mudei, estava inseguro quanto à adaptação, mas correu tudo bem. Não tem como não se acostumar com o lugar”, recorda o estudante de letras.


Setor Sudoeste é uma opção para investir


Criado em 1989, o Setor Sudoeste é um dos que têm imóveis em lançamento e ainda atrai a clientela da classe médiaFoto: Rose Brasil

Criado em 1989, o Setor Sudoeste é um dos que têm imóveis em lançamento e ainda atrai a clientela da classe média


Um dos setores que ainda têm imóveis em lançamento é o Sudoeste. O bairro foi criado em 10 de julho de 1989, como parte integrante do projeto Brasília Revisitada, de Lúcio Costa. Conta com uma área de aproximadamente 5,6 milhões de metros quadrados. Próximo ao Parque da Cidade, dispõe de ampla e diversificada atividade comercial: supermercados, gastronomia, serviços de saúde, moda etc, instalados em 37 blocos comerciais, além de instituições de ensino e sociais.


O edifício Ministro Marcelo Pimentel, das Organizações PaulOOctavio, tem quatro quartos, sendo duas suítes de 198 m². Com duas vagas na garagem, salão de múltiplo uso, brinquedoteca e espaço fitness, o prédio está localizado na quadra 300 do Setor. O diretor comercial da construtora analisa o Sudoeste e o mercado ao qual está inserido. “O Sudoeste é bem localizado e tem uma ótima infraestrutura. A diferença entre ele e a Asa Norte é o trânsito. Os moradores do bairro precisam passar por dentro dele para chegar às vias rápidas, o que causa um congestionamento interno. Mas é muito bom para se investir. O mercado está passando por uma acomodação, porém a valorização não acabará”, completa Pedro Ávila.


O mercado imobiliário brasiliense experimentou um boom nos últimos cinco anos e continuou por causa da baixa da taxa de juros. A tendência, caso o investidor tenha medo de se arriscar, é investir no próprio negócio. A aquisição de um imóvel funciona como uma reserva financeira, tem liquidez e trata-se de um produto sólido. O que se deve levar sempre em consideração é de quem comprar. “Os terrenos licitados pela Terracap também estão caros, daí o alto valor do metro quadrado. Pelo menos 45% do preço dos imóveis são o terreno. O restante são construção, impostos, mão de obra etc”, finaliza Ávila.


Fonte Gabriela Vinhal Redação Jornal da Comunidade


Comentários: Excelente matéria que retrata nossa Capital com o que tem de melhor, o desejo de todos os habitantes do DF de morar no Plano Piloto, por esse e por muitos motivos o valor dos imóveis tem subido tanto. A valorização é comprimida pela falta de terrenos e pelo planejamento feito pelo urbanista Lucio Costa. Uma cidade planejada para 500mil habitantes que hoje conta com mais de 2 milhões de habitantes. Sou uma catarinense com o coração candango.

Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2012-05-19/imoveis/133709/UMA-CINQUENTONA-MUITO-ATRAENTE.pnhtml

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