Cristiane Poleto
Brasília DF - 20/01/2018

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O Rei Midas da economia local: Construção civil garante uma crescente geração de renda na cidade, além de empregos e infraestrutura

02/04/12

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O Rei Midas da economia local

Construção civil garante uma crescente geração de renda na cidade, além de empregos e infraestrutura. Segmento só fica atrás da administração pública e do setor de serviços


Fábio Teles, gerente da EBM Incorporações, lembra que a construção de um empreendimento atrai muitos investimentos


Fábio Teles, gerente da EBM Incorporações, lembra que a construção de um empreendimento atrai muitos investimentos

Brasília foi construída em tempo recorde. Trabalhadores do Brasil inteiro vieram ajudar na empreitada do então presidente Juscelino Kubitschek de fazer brotar, da poeira e da lama do cerrado, a nova capital da República. Desde então, a cidade sempre abriu espaço para novos empreendimentos. Muitos desses pioneiros se estabilizaram aqui e deram força ao que ainda hoje é uma das maiores fontes de geração de renda e emprego da cidade: a construção civil.


O setor se tornou, então, uma espécie de Rei Midas da economia local. Quando uma obra começa em um local, tudo em volta se torna geração de renda. Dados das próprias empresas da área revelam que uma única obra gera cerca de 200 a 300 empregos diretos e 800 indiretos, além de estimular o comércio local e a infraestrutura. O gerente regional da EBM Incorporações, Fábio Teles, observa que um empreendimento, quando se inicia, é um grande gerador de empregos, pois são necessárias equipes de diversas áreas de atuação, desde arquitetos a publicitários, passando por pedreiros, serventes, mestres de obra e outros profissionais dos canteiros.


“Um empreendimento sempre mexe muito com o comércio local. No momento em que uma obra começa em uma região isolada, vai surgindo o comércio em volta. Quando o empreendimento fica pronto, você vai vendo a transformação disso”, comenta Fábio Teles. “As pessoas que ali trabalham tomam café e almoçam todos os dias na obra. Então, uma cozinha industrial, por exemplo, já vai precisar contratar mais gente para atender a demanda”, detalha o gerente, referindo-se ao aquecimento do comércio local. Há também a questão do desenvolvimento da região. “Um empreendimento sempre precisa levar a infraestrutura junto com ele. Doar transformador para ampliar a rede, levar asfalto. É sempre um crescimento para a região”, finaliza.


Estudos feitos pela Codeplan-DF comprovam que a cidade tem grande absorção para a área. A presidente do órgão, Ivelise Longhi, analisa o fenômeno. “A cidade hoje é basicamente serviços e administração pública, mas em terceiro lugar nas pesquisas você sempre tem a construção civil”, comenta. Pesquisas desenvolvidas pelo órgão, como a de emprego e desemprego e a domiciliar, que traça o perfil da população, comprovam que há uma porcentagem considerável de moradores do DF que encontra emprego na área da construção civil.



Razões do aquecimento


Ivelise Longhi ressalta a pujança do mercado imobiliário na capital federal 

Ivelise Longhi ressalta a pujança do mercado imobiliário na capital federal

Dados do órgão mostram que, no ano de 2011, cerca de 69 mil pessoas no DF estavam envolvidas com a construção civil e a maioria nas áreas administrativas da cidade. Itapoã contou com 19,5% da população trabalhando na área, 28,5% deles de chefes de família. Estrutural e São Sebastião também apresentaram os maiores índices, com, respectivamente, 14% e 11% da população ocupada com a construção civil, sendo 18,9% e 19,8%, respectivamente, de chefes de família na área. “Isso mostra a pujança do mercado em Brasília”, conclui Ivelise.


No ano passado a cidade teve 85 novos lançamentos, com 15.940 unidades vendidas, revela o diretor executivo da Lopes Royal Investimentos Imobiliários, Marco Antônio Demartini. “Isso quer dizer a geração de 1.700 empregos diretos e 6.800 indiretos só no último ano”, acrescenta. A cidade conta com a maior renda per capita do país, duas vezes maior que a de São Paulo, que possui a segunda maior renda per capita, mostrando o motivo do mercado de imóveis ser tão aquecido na cidade. A população de Brasília é formada por 60% de servidores públicos, pessoas que têm estabilidade financeira e podem comprar imóveis.


“Todo ano na cidade há pessoas casando, descasando, investindo, saindo da casa dos pais, comprando imóveis para trabalhar. Isso tudo movimenta o mercado. Só para suprir o crescimento são necessários cerca de 12 mil novos imóveis por ano”, calcula Demartini. “E isso tudo representa impostos que o governo arrecada, venda de móveis, eletrodomésticos, prestação de serviços. Uma grande movimentação na economia da cidade”, acrescenta o diretor executivo da Lopes Royal 


Fonte: Redação Jornal da Comunidade

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