Cristiane Poleto
Brasília DF - 19/07/2018

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Imóveis: Quando os Vizinhos são um problema

12/03/12

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Quando os vizinhos são o inferno

Convivência nos condomínios residenciais é difícil. São muitos os problemas que tornam a moradia conturbada. Muitos síndicos promovem festinhas com o objetivo de aproximar os moradores


A síndica Tânia de Almeida, do Condomínio Mansões Colorado, recorreu às festinhas para aproximar os moradores


Fotos: Gilda Diniz

A síndica Tânia de Almeida, do Condomínio Mansões Colorado, recorreu às festinhas para aproximar os moradores

A sociedade é composta por grupos de pessoas que, de um modo ou de outro, precisam manter relações sociais não só com a família, mas profissionalmente e, principalmente, com vizinhos. Em cidades grandes, por exemplo, muitos dão preferência a viver em condomínios, sobretudo em razão da segurança. Porém, a convivência nem sempre é amigável.


Viver em condomínio é o que podemos chamar de um verdadeiro desafio diário que demanda paciência e tolerância para que o convívio seja agradável. Do contrário, a vida nesse tipo de ambiente torna-se conturbada e difícil. “Têm algumas pessoas que não sabem viver em comunidade e, mesmo quando estão erradas, não aceitam ser repreendidas, acham que podem usar som alto, deixar o lixo em local indevido...”, cita a síndica do condomínio Mansões Colorado de Sobradinho, Tânia de Almeida Pereira.


Mãe de Daniel,12 anos, e Davi, 13, Tânia é sindica do condomínio há quase um ano e meio. Ela diz que hoje a convivência entre os moradores é mais amigável, mas antes era difícil. “As pessoas eram mais fechadas e isso tornava a convivência distante”, avalia. Uma de suas estratégias para aproximar os moradores são festinhas em datas como o dia das mães, festas juninas, dia da criança, entre outras. “Agora o meu objetivo é criar uma horta comunitária com o mesmo objetivo: promover a aproximação. Mas por enquanto é só uma ideia”, anuncia Tânia.


Diversas pessoas optam por esse tipo de moradia pela comodidade que ela trás. Contudo, para morar em condomínios as pessoas precisam estar dispostas a pagar um preço que nem sempre é barato – as normas rígidas, a falta de privacidade e os atritos que surgem devido à falta de afinidade entre os moradores.


Os problemas que mais trazem discórdia são crianças, latidos de cachorros, som alto, carro estacionado em lugar inapropriado...e outros que poderiam ser resolvidos de forma amigável, porém as pessoas preferem se desgastar criando inimizades e aderindo a uma convivência difícil.


Fundamental na aproximação

É fundamental que os síndicos incentivem os condôminos a participar das assembleias, para que conheçam as regras e normas do condomínio onde vivem. Alguns síndicos entrevistados disseram que o incentivo acontece; o que quase não há é a participação ativa e interesse dos moradores nessa aproximação. “Os moradores participam pouco e, dessa forma, fica difícil promover alguma festa ou aproximação”, comenta a síndica do Residencial Plaza de Ceilândia, Eliene Batista Passos.


A síndica Eliene, 40 anos, mãe de dois filhos, está na administração do condomínio há seis anos. Ela concorda que é importante os representantes dos condôminos incentivarem uma aproximação entre eles, mas que nada disso basta se a vontade não vier dos próprios moradores.


“Antes eu sempre promovia festinhas e café da manhã em datas comemorativas com o objetivo de aproximar os moradores, mas o número de pessoas que desciam para a comemoração era mínimo, por isso hoje só realizo as festas juninas”, desabafa Eliene.


A síndica Eliene Batista, do Residencial Plaza, acha essencial a integração


A síndica Eliene Batista, do Residencial Plaza, acha essencial a integração

A visão dos moradores

Ana Paula Fiuza Xavier, 24 anos, estudante de direito, trabalha como corretora de imóveis e mora com os pais no Condomínio Setor G Norte (Taguatinga Norte) desde 1997. O local onde ela mora nem sempre foi um condomínio, antes era somente um conjunto de casas destinadas aos funcionários da empresa de urbanização Novacap, mas, passados os anos, surgiu a ideia de transformar o espaço em condomínio.


A moradora conta que a segurança é o principal benefício de se morar em condomínios, mas, por outro lado, a convivência é pouca pelo fato de os moradores serem fechados. O convívio maior é entre moradores antigos. “Não existem furtos, roubos ou qualquer ato descrito como crime dentro do condomínio residencial”, destaca Ana Paula.


Mas como nem tudo é festa, no condomínio também há desentendimentos, uma convivência fria e quebra de regras. “Existe o desrespeito não só pelo espaço, mas também no que se refere às normas condominiais. Após as 22h, por exemplo, não pode haver qualquer barulho que possa perturbar o vizinho. Quando infringida tal norma, sempre acontecem desentendimentos”, ressalta Ana. No condomínio de Ana Paula, quando os problemas surgem e chegam até os ouvidos do síndico, dependendo da gravidade, uma reunião é convocada. Como solução são impostas novas regras para que não haja mais conflitos.


Fonte: TATIANE ALVES - Redação Jornal da Comunidade 09 e 10/03/2012

Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2012-03-10/imoveis/3931/QUANDO-OS-VIZINHOS-SAO-O-INFERNO

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