Cristiane Poleto
Brasília DF - 22/07/2018

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Imóveis: Investimento líquido e certo

12/03/12

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Imóveis: Investimento líquido e certo


Especialistas alertam poupadores sobre os riscos na hora de apostar no setor imobiliário. Para minimizar as chances de erro, enumeram os passos a seguir e dão dicas de como fazer um bom negócio


Especialistas garantem que o setor imobiliário é o investimento mais seguro e rentável, pois a valorização do imóvel é certaFotos: Rose Brasil 


Especialistas garantem que o setor imobiliário é o investimento mais seguro e rentável, pois a valorização do imóvel é certa

Investir em imóveis se tornou uma ótima opção para quem tem uma reserva de dinheiro. Mas será que vale a pena apostar na compra de um empreendimento na planta para, depois, vender o ágio? “Imóvel sempre foi o melhor investimento, porque a tendência é valorizar, mesmo que esteja parado, sem alugar”, acredita Adriano Cancian, diretor comercial da Lopes Royal. Lucas Abdala, diretor comercial da Business Brasil Imóveis, garante que este tipo de investimento é o mais seguro, além de ser uma forma de economizar. “A pessoa financia o imóvel e se força a poupar. Sem contar que é uma maneira eficaz de fazer uma poupança para imprevistos ou emergências no futuro”, elucida.


O consultor de investimentos Luiz Pires, conhecido como Noronha, acrescenta que qualquer valorização no setor imobiliário é melhor do que muitas aplicações. “Compensa investir nessa área. Se a alta do preço for de 1% ao mês, torna-se mais rentável do que aplicar dinheiro em poupança, por exemplo”, analisa.


Lucas conta que muitas pessoas enriqueceram apenas investindo em empreendimentos. José Ricardo da Costa e Silva, professor de economia do Ibmec, ressalta que apostar em imóveis só é uma opção ruim quando o local passa por degradação social. “Isso é uma questão de infortúnio ou má escolha.

Porém, quando o país enfrenta uma recessão séria, o prejuízo é certo, porque os preços dos imóveis reduzem”, explica. Para evitar problemas, alguns cuidados são necessários. “Tem de estudar a região onde está localizado o empreendimento para saber se o local é propenso à valorização, analisar as obras anteriores da construtora e, principalmente, avaliar as condições de pagamento, pois será preciso pagar o mínimo possível durante a construção”, aconselha Noronha.


Outra dica importante é não atentar para valores de metro quadrado, pois em muitos casos o barato acaba saindo caro. Fique atento à relação custo-benefício. Imóvel bom sempre vai ser mais caro do que um ruim. Os valores agregados fazem a diferença na hora de revender o de qualidade”, pondera.



Pontos importantes

Com o objetivo de minimizar as chances de dar errado, Lucas sugere que os investidores observem bem alguns pontos importantes.


“Analisar as proximidades do empreendimento para conhecer a região e saber se há comércio, escolas e vias de acesso é essencial. Deve-se evitar prédios perto de avenidas, ruas, bares, entre outras possíveis fontes de barulho.


Adriano Cancian frisa que a tendência do mercado imobiliário é sempre valorizar


Adriano Cancian frisa que a tendência do mercado imobiliário é sempre valorizar

Cuidado para não ter prejuízo

Antes de vislumbrar os lucros, o investidor deve ter consciência de que pagará uma parte do imóvel e venderá apenas uma parcela dele, lembra o professor José Ricardo. Ele diz que é preciso observar a tendência de mercado e saber os riscos. “Quando se compra um ativo, seja imóvel, ação ou título, corre-se o perigo de perder dinheiro ao revendê-lo, pois o mercado pode estar na baixa”.


Quanto à hora certa de vender o empreendimento, especialistas observam que não há um momento ideal. “É parecido com a Bolsa de Valores: tem de acompanhar os picos. Além disso, varia muito, principalmente porque tem de saber as condições do investidor e o prazo que ele precisa do retorno”, comenta Noronha.


Adriano Cancian, diretor comercial da Lopes Royal, acredita que a primeira observação é o estágio das obras. “Depende muito se o imóvel está pronto ou se o ágio será vendido. Em ambas as formas, tem de se analisar o mercado, porque, se tiver muita oferta, o preço depreciará. Mas, no caso do ágio, essa avaliação é mais importante ainda, porque, se for preciso vender rápido, há grandes riscos de se perder o valor já pago”, reforça.


José Ricardo diz que vender imóvel pronto é a boa opção do segmento imobiliário Foto: Sandro Araújo


José Ricardo diz que vender imóvel pronto é a boa opção do segmento imobiliário

O professor José Ricardo comenta que quem investe nesse setor deve olhar o ganho a longo prazo e, por isso, o melhor é esperar o imóvel ficar pronto, já que, após a entrega, o empreendimento estará mais valorizado. Outro fator que pode influenciar no investimento é a existência de crédito imobiliário. “Em construção ou não, quando se investe em um imóvel com o intuito de vender parcialmente depois, precisa-se conhecer a perspectiva das cartas de crédito para que o comprador do ágio financie a outra parte do imóvel. Se houver uma possibilidade de redução forte no crédito disponível, vai ser difícil vender, a não ser que o vendedor consiga transferir o financiamento que tem”, frisa.


Mas os interessados nesse investimento podem ficar tranquilos. O professor garante que o mercado de crédito tem evoluído nos últimos anos devido ao fortalecimento da estabilidade de preço e as reformas que proporcionaram aumento na concessão de financiamento de curto, médio e longo prazos.


Retorno é de médio a longo prazos


Adbala afirma que investir em imóveis é uma poupançaFoto: Sandro Araújo

Adbala afirma que investir em imóveis é uma poupança

Quando a pessoa decide investir no setor imobiliário deve definir o perfil que pretende seguir e entender que imóveis não são investimentos especulativos. “É uma aplicação de médio e longo prazos. Até mesmo para a vida toda. Não pode pensar que vai ganhar muito dinheiro e rápido”, alerta Adriano Cancian, diretor comercial da Lopes Royal. Outra avaliação importante é o tipo de empreendimento que se deseja. “As características dos imóveis variam. A pessoa tem de saber se vai alugar, vender o ágio depois de pronto ou se é apenas para aumentar patrimônio”, exemplifica Adriano.


Apesar de ser um segmento lucrativo, é preciso ter um bom direcionamento para não correr o risco de apostar errado. Para orientar os interessados nessa área, Lucas Abdala, diretor comercial da Business Brasil Imóveis, enumera as possibilidades. “Sobre empreendimentos na planta, o investidor pode comprar o imóvel no lançamento e revender o ágio antes da entrega, obtendo, em geral, um lucro sobre o valor investido maior do que a poupança. Ou, ainda, adquirir para ter uma baixa imobilização de capital durante a obra e na entrega do habite-se financiar ou alugar para que a renda contribua nas parcelas do financiamento”, especifica.


No caso de empreendimentos prontos, o investimento pode ser na aquisição de imóveis antigos a fim de reformá-los para vender. “Nesse procedimento há um rápido giro de capital e lucros consideráveis”, assegura Lucas. Além da finalidade do investimento, Adriano dá dicas sobre o tipo de imóvel para cada situação. “Se for para alugar, as unidades menores ou comerciais são as mais recomendadas. Já para aumentar o patrimônio, as unidades maiores são as melhores. Mas se for para vender é preferível optar, também, pelas menores, porque vendem rápido”, indica.


Se o investidor desejar manter a ideia de vender o ágio, José Ricardo da Costa e Silva, professor de economia do Ibmec, recomenda as pequenas moradias em área de desenvolvimento. “As quitinetes têm uma ótima procura pelo mercado de solteiros e separados por causa do valor agregado. Os investimentos em áreas de classes C e D estão despontando como mercado consumidor de imóveis”, informa.



Fonte CAROLINY RODRIGUES - Redação Jornal da Comunidade 09 e 10/03/2012


Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2012-03-10/imoveis/3917/INVESTIMENTO-LIQUIDO-E-CERTO

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