Cristiane Poleto
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Foursquare - Correio Braziliense entrevista Cristiane Poleto. Saiba como usar o aplicativo

02/11/11

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Aplicativos de localização tornam-se populares nos dispositivos móveis


Publicação: 02/11/2011


 


Gláucia Chaves


Como seria a vida se todos soubessem onde estão os amigos, o tempo inteiro? Pode parecer assustador, mas os adeptos dos aplicativos de localização garantem: além de divertidos, os programas podem ser muito úteis. Cristiane Poleto, por exemplo, aproveitou os recursos do Foursquare — uma das redes sociais e microblogging mais famosas da internet — para incrementar suas vendas. “Via GPS, meus clientes podem me achar com muito mais facilidade”, justifica a corretora de imóveis, de 35 anos. Graças à ferramenta, Cristiane convenceu um possível comprador de um apartamento a perseverar na negociação, que estava fadada ao fracasso por problemas geográficos, por assim dizer. “Ele não sabia chegar aonde eu estava, mesmo com as explicações que dei ao telefone”, conta. “Como ele usava o mesmo aplicativo que eu, me achou com o localizador e consegui fazer a venda.”












A corretora Cristine utiliza o Foursquare para, por exemplo, fazer com que os clientes a encontrem (Dênio Simões/Esp. CB/D.A Press)  
A corretora Cris Poleto utiliza o Foursquare para, por exemplo, fazer com que os clientes a encontrem

Fora da esfera profissional, Cristiane defende que os programas também são alternativas valiosas. Para ela, mais que simplesmente mostrar aos outros para onde você foi no fim de semana, os aplicativos servem para trocar dicas de lugares interessantes e serviços úteis. “Os comentários dos amigos servem para referendar ou desqualificar o lugar. Dá para saber muito sobre o atendimento, por exemplo”, detalha. Será seguro, entretanto, divulgar sua localização na internet, onde qualquer pessoa pode ter acesso? Cristiane admite que, para quem resolve testar um programa como esse, privacidade completa é um conceito que não existe mais. Ela, porém, toma precauções. “Evito fazer check-in sozinha em casa ou quando vou ao banco”, ensina.


Seja para encontrar amigos, coletar dicas de lugares interessantes ou paquerar, as motivações para o uso das ferramentas são variadas. Danilo Santana, diretor de conteúdo da Quaddro Treinamentos, explica que há dois tipos principais de aplicativos de localização: os de navegação (muito usados como sistema de GPS para carros) e os de compartilhamento social, como o escolhido por Cristiane. Para empresas e estabelecimentos comerciais, ele pontua que os softwares de navegação podem servir como uma boa propaganda ambulante, literalmente. “Com cadastros de empresas, o próprio aplicativo lista os restaurantes próximos de onde você está e pode sugerir rotas para encontrá-los”, descreve Santana.


João Moretti, diretor da MobilePeople, especializada em desenvolver soluções de mobilidade corporativa, afirma que as empresas estão descobrindo o diferencial dos aplicativos cada vez mais rapidamente. “As vantagens variam de acordo com seus anseios. Por exemplo, localizar pessoas no campo que estão trabalhando ou aguardando um novo serviço, como o que é feito por técnicos de campo”, exemplifica. Para as “pessoas comuns”, porém, Moretti acredita que a superexposição pode gerar inconvenientes. “De certa forma, é bem fácil de alguém estar sempre de olho em você”, afirma.


Na prática


Com perfis cadastrados em várias redes sociais, Wilson Nemov, 22 anos, não se incomoda com falta de privacidade. Mesmo com o aplicativo há um ano no celular, ele conta que ainda não conseguiu descobrir outra finalidade prática do programa além de saber onde seus amigos estão. “Acho divertido, dá pra saber quem entre seus amigos está no local e informar quem está com você — tudo isso de forma interativa —, mas apenas isso”, comenta o produtor. Isso, porém, pode gerar desconfortos, já que descobrir que seus amigos estão em determinado local também significa reconhecer que você não foi convidado. O que fazer, então? “Você tem de saber seu nível de intimidade com quem o programa indica estar próximo”, aconselha Nemov. “Não custa nada uma boa ligação. Era educado antes e o aplicativo não substitui velhos hábitos.”


Paulo Foína pensa diferente da maioria das pessoas ainda não familiarizadas com os aplicativos de localização. Para ele, se usados adequadamente, os programas podem significar mais segurança. “Se a pessoa tiver filhos pequenos, pode encontrá-los onde eles estiverem”, argumenta o coordenador do curso de ciências da computação do UniCeub. Passageiros podem conferir o trajeto a fim de dar informações mais precisas aos taxistas, enquanto o dono da frota pode organizar melhor qual motorista irá atender qual chamado.


O problema é quando esse rastreamento começa a ser feito por pessoas mal-intencionadas. Ana Luiza Mano, psicóloga do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática (NPPI), da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, recomenda o bom senso. “Tem gente que faz check-in dentro de casa, diz que vai viajar e que a casa estará vazia”, comenta. Para não correr perigo, vale o velho conselho da vovó: cuidado ao falar com estranhos. Ela ensina que abreviar o nome e não adicionar desconhecidos são alternativas para tentar se proteger. “Se você coloca a sua foto e onde estará, a pessoa entra no lugar e já sabe quem você é”, reforça.



Como nos aeroportos

Assim como se faz nos aeroportos, o check-in, nos aplicativos de localização de amigos, refere-se ao momento em que o usuário chega em um local e faz seu registro. Dessa forma, todos os cadastrados na lista do dono do aplicativo passam a saber onde a pessoa está.


Fonte: Correio Braziliense, 02/11/2011

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/tecnologia/2011/11/02/interna_tecnologia,276657/aplicativos-de-localizacao-tornam-se-populares-nos-dispositivos-moveis.shtml

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