Cristiane Poleto
Brasília DF - 11/12/2018

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Não há sinal de queda no preço dos imóveis, diz Ibope

27/10/11

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Rio de Janeiro e Recife registraram as maiores altas nos últimos seis meses, com valorização média de 18%


Danielle Assalve, iG Sâo Paulo


Mesmo com a crise econômica, os preços dos imóveis seguem em firme tendência de alta no Brasil. Segundo pesquisa divulgada pelo Ibope Inteligência nesta terça-feira, apartamentos novos e usados nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife registraram expressiva valorização nos últimos seis meses.


Imóveis em Construção e Lançamento


Preços dos imóveis seguem em firme tendência de alta no Brasil, diz Ibope


“Os preços mantêm uma tendência altista exagerada que tem sido observada desde 2009. Não há nenhum sinal de desaceleração no médio prazo”, diz Antônio Carlos Ruótolo, diretor de geonegócios do Ibope Inteligência.


As maiores altas foram verificadas nas cidades do Rio de Janeiro e Recife, ambas com crescimento de 18% no preço dos apartamentos novos entre abril e outubro deste ano – considerando a média dos imóveis nos bairros comparáveis. No Rio de Janeiro, o preço do metro quadrado vale, em média, R$ 4.656, enquanto em Recife o valor é de R$ 4.020.


Já o preço dos apartamentos usados nas duas capitais subiu ainda mais que o dos imóveis novos. Em Recife, os imóveis usados registraram alta de 20% no período, para um valor médio de R$ 3.066 por metro quadrado. No Rio, a alta foi de 19%, com o metro quadrado valendo R$ 5.047.


Segundo Ruótolo, o fato do preço médio dos imóveis usados subir mais que o dos novos é “uma indicação de anomalia no mercado, algo atípico e temporário”. No caso de Recife, o diretor do Ibope acredita que o movimento tem relação com o crescimento da cidade, puxado pelo complexo industrial portuário de Suape, que resultou em um aumento inesperado da demanda por imóveis. Como o número de lançamentos não tem acompanhado o movimento, cresce a procura por apartamentos usados.


No Rio de Janeiro, Ruótolo acredita que a alta dos preços de usados tem relação com a carência de lançamentos e de terrenos para construir, em especial na área sul. “O Rio está crescendo para a periferia, em regiões como Zona Oeste, Bangu. E a classe média em geral prefere morar em outros lugares, o que aumenta a transação de usados em certas áreas da cidade.”


Em São Paulo e Porto Alegre, os preços dos imóveis novos e usados também registraram forte valorização – embora dentro de padrões mais estáveis. Os apartamentos novos ficaram, em média, 14% mais caros em São Paulo, com valor de R$ 6.030 por metro quadrado – maior valor entre as quatro cidades pesquisadas. Em Porto Alegre, houve alta de 11% nos últimos seis meses, para R$R$ 4.567 o metro quadrado.


No caso das residências usadas, São Paulo registrou alta de 11%, para R$ 4.554 por metro quadrado, enquanto Porto Alegre teve valorização de 8%, para R$ 2.998.


Considerando a média de todos os imóveis em outubro, o metro quadrado custa, em média, R$ 6.019 em São Paulo, R$ 6 mil no Rio de Janeiro, R$ 4.501 em Porto Alegre e R$ 4.074 em Recife. Já o metro quadrado dos apartamentos usados vale, em outubro, R$ 4.979 em São Paulo, R$ 5.106 no Rio de Janeiro, R$ 2.922 em Porto Alegre e R$ 3.066 em Recife.


Crescimento anual segue forte


Na avaliação de Ruótolo, os resultados da pesquisa mostram que o mercado imobiliário segue aquecido – embora os preços tenham até diminuído em poucos bairros. Considerando a variação de preços desde 2009, quando teve início a pesquisa do Ibope, os imóveis novos ficaram, em média, 85% mais caros em São Paulo nos últimos dois anos e, em 2011, registram crescem em ritmo anual a uma taxa de 28%.


No Rio de Janeiro, os preços subiram 79% desde 2009 e apontam crescimento anualizado de 34% em 2011. Em Porto Alegre, a pesquisa mostra alta de 63% nos últimos dois anos e ritmo de crescimento anual de 22%. O levantamento do Ibope em Recife começou a ser feito em abril, portanto o único dado disponível é a alta média anualizada de 36% em 2011.


Para o diretor do Ibope, fatores como forte queda do desemprego no País, reajustes salariais e financiamento abundante têm levado muitos a realizar o sonho de comprar a casa própria. “Os preços estão altos, em patamares que não são sustentáveis no longo prazo, mas não vemos até agora nenhum sinal de acomodação do mercado, apesar da crise”, diz Ruótolo.

Fonte: http://economia.ig.com.br/financas/casapropria/nao-ha-sinal-de-queda-no-preco-dos-imoveis-diz-ibope/n1597325773468.html

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