Cristiane Poleto
Brasília DF - 19/07/2018

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Instalações hidráulicas - Importância de um bom projeto

05/09/11

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Importância de um bom projeto


Profissionais e especialistas falam sobre as vantagens de se investir em instalações hidráulicas para facilitar futuras manutenções e evitar o desperdício de água



Redação Jornal da Comunidade





A professora Cláudia Gurjão aponta a existência de uma relação direta entre o projeto e a manutenção da obraFoto: Dinah FeitozaA professora Cláudia Gurjão aponta a existência de uma relação direta entre o projeto e a manutenção da obra


A professora Cláudia Gurjão, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), aponta vazamentos, infiltrações, pressão insuficiente, dificuldade e custo alto de manutenção como os problemas mais comuns das instalações hidráulicas convencionais. A execução, durabilidade e manutenção da obra dependem, entre outros fatores, de um projeto de instalações bem feito. “A compatibilização dos projetos elétrico, estrutural e arquitetônico e a escolha de materiais de qualidade evitam dores de cabeça futuras”, explica a professora. Custos e possíveis patologias são reflexos dessas decisões.


Cláudia afirma que existe relação direta entre o projeto e a manutenção da obra. Quanto melhor a qualidade dos materiais, menores os custos de manutenção. Ter em mãos o projeto básico do imóvel, seja apartamento ou casa, facilita futuras obras nesse sentido. Hoje, ter tal projeto disponível não é incomum. Os shafts, espaço de construção vertical por onde passam instalações hidráulicas e sanitárias, também têm sido empregados nas obras com a função de facilitar o acesso do técnico quando alguma inspeção e/ou manutenção da tubulação se mostram necessárias. “É possível abrir uma janela plástica parafusada na parede sem danificar a alvenaria”, explica a engenheira Cláudia.



Carenagem

Além do shaft, existe a carenagem, a qual protege os tubos que alimentam lavatórios e chuveiros. São tecnologias que possibilitam realizar futuros reparos e manutenções com o mínimo de quebradeira. Segundo Claúdia, todos os novos projetos, incluídos os de reformas, já utilizam tecnologias capazes de facilitar a manutenção futura das obras em razão de exigências da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A quem deseja construir e/ou reformar, Cláudia recomenda a procura por profissionais qualificados e, se possível, a elaboração de um projeto.


Com o objetivo de corrigir possíveis irregularidades, como vazamentos, infiltração e falhas de pressão, testes são feitos antes da execução de acabamentos. As instalações são utilizadas por um determinado período de tempo e a ocorrência de vazamentos ou infiltrações permite uma avaliação geral do sistema ou a correção de irregularidades causadoras de futuras patologias nas obras. A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), órgão responsável por acompanhar, regular e fiscalizar o ciclo completo do uso da água, lista algumas vantagens da hidrometração individualizada, como combate ao desperdício e maior valor de mercado do imóvel.


Consumo de água

Sérgio Koide, engenheiro civil e professor da UnB, explica que todos os prédios, hoje, são obrigados por lei a individualizar o consumo de água. No caso de prédios antigos, o consumo individualizado tornou-se facultativo. “A lei que obrigaria a individualização do consumo também em prédios antigos era prevista para entrar em vigor este ano. No entanto, ela foi rejeitada na Câmara Legislativa, talvez por pressão de alguns condomínios”, conta.


O professor relata que sistemas individualizados podem reduzir o consumo em até 20%. “Quem consome mais, paga mais”, diz. A reforma para adaptação dos sistemas custa cerca de mil a dois mil reais. “Os imóveis mais antigos utilizavam ferro galvanizado”, explica. “Geralmente, a resistência à reforma vem de proprietários que possuem imóveis com 15 anos. Imóveis com idade entre 20 a 30 anos, necessariamente, precisam de manutenção. Nesse momento, não há razões para não se fazer a troca”, analisa.


Sérgio diz que prédios são obrigados a individualizar o consumo de águaFoto: Dênio SimõesSérgio diz que prédios são obrigados a individualizar o consumo de água

Outra exceção citada pelo engenheiro são os imóveis de alto-padrão. “Donos de imóveis com esse nível de renda não vêm problema em manter o sistema compartilhado porque a economia de consumo não impacta tanto nas despesas”, diz. Claúdia Gurjão lembra que, na hora de reformar com a finalidade de se instalar sistema individualizado ou por andar, é preciso, em primeiro lugar, levar em conta o projeto hidráulico original para análise de viabilidade e funcionalidade. “Parâmetros como pressão, altura, estado de conservação das instalações existentes devem ser levados em consideração”, aponta. “Por se tratar de reforma, é necessária uma avaliação criteriosa através de cálculos que possam determinar a viabilidade ou não da individualização”.

 


Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2011-09-03/imoveis/4548

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