Cristiane Poleto
Brasília DF - 18/01/2018

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Um pouco mais de umidade no DF

05/09/11

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Um pouco mais de umidade


Clima quente e seco que paira sobre Brasília em boa parte do ano movimenta a venda de aparelhos de ar-condicionado. Há quem não abra mão do equipamento em casa, no trabalho e no carro



     Redação Jornal da Comunidade




Prédio expõe a grande demanda por ar-condicionado na capital do país, cujo clima favorece a venda desse equipamentoFoto: DivulgaçãoPrédio expõe a grande demanda por ar-condicionado na capital do país, cujo clima favorece a venda desse equipamento

O Planalto Central é conhecido internacionalmente por suas condições climáticas peculiares. Durante muitos meses, o tempo é quente e seco; no restante do ano, o frio recai sobre as noites do cerrado, por muitas vezes acompanhado, também, da baixa umidade. Na região Centro-Oeste, Brasília representa um ícone desse clima marcado pela secura.



Há quem diga que, na capital federal, bastam poucas horas após uma chuva para que a estiagem volte. Baixos níveis de umidade relativa do ar são frequentemente atingidos no período compreendido entre os meses de junho e outubro. Em setembro do ano passado, o então governador Rogério Rosso chegou a decretar situação de emergência no Distrito Federal devido à seca.




O dia 15 foi eleito o mais seco de 2011 até o momento, com um impressionante índice de 10% na umidade relativa do ar pela terceira vez na história. A temperatura registrada no início da tarde foi de 28º C. Apesar da seca, há um setor do comércio que torce por períodos assim: o de ar-condicionado. Para os empresários do ramo, quanto mais quente, melhor. Antes visto como um item de luxo, hoje o ar-condicionado é um artigo quase insubstituível em residências e locais de trabalho.




Rogério Oliveira, diretor comercial da Lopes Royal, revela que o ar condicionado é uma exigência de praticamente todos os clientes que compram imóveis para residir. “Em imóveis mais sofisticados, por vezes, já vi casos em que o apartamento foi entregue com aparelhos de ar instalados por todo o espaço, nos quartos e salas” menciona.




Oliveira diz que mesmo os imóveis mais simples estão sendo pensados em função do ar-condicionado. “Pelo menos a previsão de instalações elétricas e a estrutura para receber aparelhos eu garanto que já é regra. Ao idealizar o projeto elétrico já é pensado, inclusive, pelo menos um ponto para o ar de parede”, exemplifica.


O diretor vai além e cita a relação do brasiliense com a água. “É engraçado isso, mas percebemos que a seca faz o brasiliense ser apaixonado pela água. A piscina, que antes era exclusividade de residências dos lagos Sul e Norte e de outras localidades, agora é realidade em quase todo o DF, pois é difícil pensar em um prédio ou casa com mais de três quartos, hoje, sem piscina. Quando o empreendimento permite, é legal pensar em espelho d’água, cascata, praça de fontes”, avalia.



Tolerância zero ao calor

Flávio Queiroz, analista de tecnologia, 25 anos, assume que involuntariamente criou uma certa dependência do aparelho. “No trabalho, às vezes estou em contato com algum cliente e a pessoa logo percebe a baixa temperatura. Em casa tenho ar no meu quarto e, com essa seca, estou pensando seriamente em instalar até na sala de televisão”, conta.


Flávio diz que o incômodo com as altas temperaturas e os baixos índices de umidade não se restringe ao trabalho e à residência. “Troquei de carro recentemente. Quando estava à procura, simplesmente não aceitava olhar modelos sem ar- condicionado. Não por esbanjar, mas por necessidade. Nem me lembro da última vez que entrei no carro durante o dia e não liguei o ar”, revela.


De olho na qualidade do produto

Conforto e a qualidade de vida conferidos em um cômodo ou automóvel com ar-condicionado são inquestionáveis. Afinal, quem não tem vontade de ter um ambiente fresco e agradável, independente das condições reais do clima? Contudo, o conforto exige certos cuidados com a segurança e, principalmente, com a saúde.


Em casa, no trabalho e no carro, é importante estar atento ao prazo médio de seis meses para a análise básica de vistoria. Esse procedimento evita o acúmulo de fungos e poeira, além de proporcionar corretas regulagens de temperatura, umidade, quantidade de gás carbônico (CO2) e velocidade do ar.


No DF, o laboratório Sabinbiotec realiza análises do ar que se respira em ambientes fechados. Bruna Amaral, biomédica da empresa, é uma das especialistas no serviço em ambientes climatizados. “Tão importante quanto procurar um aparelho de climatização qualificado é realizar as manutenções e vistorias necessárias”, alerta.


Bruna lembra que uma das consequências da negligência na manutenção é a possível ausência de funcionários no ambiente de trabalho. “Um aparelho mal vistoriado, com filtros sujos ou inadequados, propaga bactérias no ambiente. Por mais que o empregado não se mostre doente, a médio prazo o seu corpo vai sentindo as condições adversas e ele tende a afastar-se”, ressalta.


Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2011-09-03/imoveis/4514

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