Cristiane Poleto
Brasília DF - 11/12/2018

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Administradoras de Condomínio - Gerenciadoras de complexidades

02/08/11

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Empresas especializadas em administrar condomínios começam a crescer com o boom da construção civil no DF. Gerência de RH, contabilidade, manutenção e segurança integram essa assessoria


Fonte: Jornal da Comunidade


 



Aldo Junior trabalha na administração de condomínios residenciais, comerciais e mistos e diz que o mercado tem crescidoFoto: Mary LealAldo Junior trabalha na administração de condomínios residenciais, comerciais e mistos e diz que o mercado tem crescido


A realidade de Brasília mudou. Com o crescimento do setor imobiliário na capital federal, as construtoras passaram a investir em condomínios nas cidades próximas ao DF. O foco são os empreendimentos com imóveis completos e dentro do conceito clube, voltados para um grande número de clientes. A diferença é que em um condomínio existem proprietários com os mesmos direitos, ao contrário de uma empresa. Por isso a situação torna-se complexa. Mas, para gerenciar estes empreendimentos, existem empresas especializadas em administração de condomínios.


“Tenho prazer em ser síndica porque aprendi muito com as dificuldades que foram encontradas. Agora, juntamente com a administradora, me considero mais profissional e assessorada para resolver as pendências e responsabilidades do condomínio. Com este apoio, tudo está voltando a funcionar”, relata a advogada Nilza Lacerda, síndica há quatro anos. Desafios como esse motivaran a criação de empresas especializadas. Elas têm o papel de prestar serviço a síndicos e condôminos.


“A sociedade mudou. Brasília mudou. Tivemos que deixar a sociedade unifamiliar para viver em condomínios. Como conviver com vizinhos e administrar os problemas que ali acontecerem? O papel do sindicato é representar as empresas que atuam em desenvolvimento urbano, loteamento, incorporação, intermediação e administração imobiliária, locação e administração de condomínios“, afirma Ovídio Maia, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi-DF). A entidade traz o que está sendo utilizado no mercado nacional e internacional a respeito do tema.


O condomínio é uma micro- empresa em ação, já que pode ser considerado um ente abstrato, mas tem CNPJ e, por isso, está obrigado a reter e recolher todos os encargos que uma microempresa faz. Um bom exemplo seria o Residencial Península Lazer, em Águas Claras. Se ele possui mais de duas mil unidades, com 500.000 m² de estrutura, haverá uma média de cinco mil pessoas, 10 mil carros, em um terreno de 65.000 m². Os moradores pagariam uma taxa de condomínio de R$ 1.000 ao mês e o empreendimento teria uma receita anual de R$ 200 milhões, digna de uma administração profissional.


“Precisamos profissionalizar, pois não é possível administrar condomínio de pijama, expressão usual no mercado para os aposentados que moram no prédio e que, para não ficarem parados, tornam-

se síndicos. Não tem mais como postergar, pois quem não contratar uma administração profissional, com certeza, poderá ter danos no futuro. A gestão profissional realiza 140 ações, entre elas auxílio na redução dos gastos, transparência nas contas, integração entre os moradores para evitar conflitos entre vizinhos. Tudo que uma empresa precisa para se manter e dar certo”, justifica Ovídio Maia.


Os filhos do moderno mercado imobiliário


 


Hubert Gebara acha que a tendência dos tempos modernos é a especializaçãoFoto: DivulgaçãoHubert Gebara acha que a tendência dos tempos modernos é a especialização

Hubert Gebara, dono do Grupo Hubert, especialista em administração de condomínios há mais de 50 anos, explica que a empresa é fruto da verticalização das cidades, da insegurança e da avalanche tecnológica em nossas vidas.

“Somos todos novos filhos do moderno mercado imobiliário. Temos de investir em tecnologia e em mão de obra. Eficiência e solidez financeira serão cada vez mais importantes. A preservação do meio ambiente é mais um diferencial na questão de administração de condomínio. Coleta seletiva de lixo, reciclagem do óleo de cozinha, gás natural, reuso de água, adubação orgânica nas áreas verdes são um mérito para as administradoras. Essa preservação ambiental será responsável pela valorização e longevidade dos imóveis e também vai contribuir para reduzir a taxa ociosa de ocupação e a comercialização das unidades.


Além disso, a administradora acompanha a segmentação e trabalha de acordo com o perfil dos moradores, que podem ser idosos, solteiros, casais com filhos ou jovens casais, classe média ou alta. “Por isso precisamos entender a linguagem das construtoras e das incorporadoras e contribuir na elaboração dos projetos. Elas precisam saber o que vai acontecer na sua área de atuação. Somos responsáveis pela forma mais inteligente e moderna de moradia: guardiã dos condomínios”, ressalta Hubert Gebara.


Ele trabalha desde 1954 no ramo em São Paulo, onde já existem mais de 450 administradoras de condomínio. “O maior risco que um condomínio pode ter é depender de uma só pessoa para administrar todo o empreendimento, e não de uma empresa. Não conheço nenhuma pessoa física que conheça o Código Civil, Código de Defesa do Consumidor, a CLT, toda a legislação fiscal e tributária do brasileiro. Todo condomínio precisa de profissionalismo”, afirma.



Especialização

Gebara explica que o negócio implica em dezenas de pessoas que entendem de uma parte. “Hoje em dia você não procura mais um clínico geral, e sim um médico especialista. A tendência é a profissionalização da profissão. E as administradoras são importantes para administrar conflitos, barulhos, o convívio entre os funcionários”, diz o empresário.


Quanto à relação desse segmento com as construtoras e incorporadoras da construção civil, Hubert Gebara conta que ela é fundamental.




“A construtora consulta a administradora no início do projeto, que irá indicar como projetar o melhor sistema de segurança no prédio, além de fazer um estudo prévio da posição da guarita, da segurança, de vagas da garagem, do pessoal que irá trabalhar, entre outros assuntos. É uma parceria que objetiva uma melhor administração no futuro do condomínio. O síndico é o gestor do condomínio, a empresa é como se fosse uma espécie de primeiro-ministro. Não assinamos nada, mas examinamos”, conclui o empresário.


Boa administração

A prestação do serviço cresce devido ao grande número de entrega de prédios. “Hoje, Brasília possui mais de oito mil condomínios e para que os condôminos e moradores se sintam seguros e tranquilos onde moram é necessário que a administração seja eficiente e cumpra todas as previsões e exigências legais”, explica Lorena Miranda, agente administrativo da Ebac – Administração de Condomínios, no mercado há 20 anos.


 


 Lorena diz que a gestão de um condomínio deve cumprir exigências legaisFoto: Mary LealLorena diz que a gestão de um condomínio deve cumprir exigências legais


Por definição legal, a administração de um condomínio é de responsabilidade do síndico. Cabe a ele dividir tarefas ou delegá-las a pessoas físicas e/ou jurídicas capazes de assessorá-lo nas áreas administrativa, financeira, trabalhista, jurídica, contábil. Ovídio Maia diz que Brasília precisa desse segmento. “Empreendimentos como o Península em Águas Claras, com mais de duas mil unidades, o Residencial Santos Dumont, em Santa Maria, e centros residenciais e comerciais, inclusive edifícios como os das quadras do Plano Piloto e da Octogonal e também espaços públicos precisam de uma boa administração. Pessoas leigas ajudam, mas não se especializaram nesse tipo de serviço”, reitera.



Aldo Junior, que também trabalha na administração de condomínios em Brasília, acha que esse trabalho tem crescido. “Não somos recentes, mas temos nos especializado a cada ano. Oferecemos serviço de contabilidade (balancetes), administração (site condominial), departamento de pessoal e jurídico. Trabalhamos com condomínios residenciais, comerciais e mistos. Este fenômeno se dá porque cada vez mais os serviços se especializam e facilitam a vida dos síndicos. Por outro lado, os moradores, com suas vidas pessoais e profissionais, repassam a função para empresas ou síndicos profissionais”, revela.


Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2011-07-30/imoveis/6520

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