Cristiane Poleto
Brasília DF - 22/07/2018

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Imóveis próximos, padrão semelhantes e valores distintos

24/07/11

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Um enorme abismo de preços


No DF é comum vermos imóveis próximos e de padrão semelhante com valores distintos. Localização do empreendimento e residência são determinantes para a definição do preço



Redação Jornal da Comunidade




Brasília é uma cidade de contrastes. As construções se misturam com o verde do planalto central, o clima seco e a baixa umidade não fazem sentido às margens do Lago Paranoá e as ruas asfaltadas não parecem ser o cenário ideal para animais do cerrado que eventualmente as cruzam.

O mercado imobiliário também revela grandes contrastes.  Mas as diferenças aqui não se tratam daquelas nos imóveis, e sim da diferença de preços para imóveis semelhantes situados em cidades diferentes.


Na capital federal, poucos metros separam apartamentos com metros quadrados que custam R$ 400 e R$ 2.000. Octogonal e Sudoeste, separadas por menos de 500 metros, são exemplos deste abismo de preços entre cidades com imóveis semelhantes no Distrito Federal. Se na primeira cidade um apartamento de três quartos custa, em média, R$ 600 mil, na segunda o valor do investimento sobe para a casa dos R$ 850 mil.



Octogonal e Sudoeste são exemplos do contraste: próximos, os dois bairros têm imóveis com preços muito diferentesFoto: Mary Leal Octogonal e Sudoeste são exemplos do contraste: próximos, os dois bairros têm imóveis com preços muito diferentes


Outro exemplo está às margens da EPTG. De um lado, o Guará; de outro, a Superquadra Brasília, um condomínio fechado de 15 blocos e complexo comercial exclusivo. No Guará, apartamentos de três quartos têm preços na média de R$ 400 mil. Na SQB um imóvel com as mesmas dimensões tem seu preço variando em torno dos R$ 650 mil.


O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do DF (Creci), Hermes Alcântara, entende que um fator é preponderante para a diferença de preços: o intervalo entre as idades dos empreendimentos. “Sem dificuldades, você encontra em qualquer quadra da Octogonal apartamentos belíssimos, de estrutura ímpar. Mas ao mesmo tempo, a três minutos de lá, no Sudoeste, encontra imóveis bem semelhantes construídos há menos de duas décadas”.


Mas Hermes lembra que um empreendimento não deve ser mais valorizado só por ter sido construído mais recentemente. “É importante que as construções mais novas, principalmente os condomínios, nasçam sem os problemas das regiões administrativas concebidas no plano original de Brasília. Estacionamento e saneamento são exemplos”, cita.


Luciano Marlos, empresário do setor automobilístico, 34 anos, tem  dois imóveis em cidades próximas: Setor de Mansões Park Way e Colônia Agrícola Vicente Pires. Há seis anos ele mora com a esposa e as filhas em uma casa de três quartos em Vicente Pires. “Em termos de distância para meu trabalho, na Cidade do Automóvel, é indiferente morar aqui ou lá (Park Way). A outra casa é melhor, tem piscina como a daqui e um quarto a mais. Mas a renda que o aluguel dela me proporciona é quase três vezes maior do que a que eu conseguiria se alugasse essa e morasse lá”, resume.


O que valoriza os imóveis


Rogério Oliveira acredita que o tempo vai reduzir a diferença dos preçosFoto: Dinah FeitozaRogério Oliveira acredita que o tempo vai reduzir a diferença dos preços

Rogério Oliveira, diretor comercial da Lopes Royal, acredita que a situação em Brasília não se limita aos empreendimentos de mesmo padrão situados em locais próximos e com preços diferentes. O diretor lembrou a situação inversa, como ele chamou, na qual empreendimentos distantes fisicamente têm preços semelhantes ou até mesmo idênticos. “Não podemos nos esquecer da questão da distância do empreendimento para o Plano Piloto, uma tendência que está diminuindo, mas ainda existe”, destaca.

O diretor compartilha da opinião do presidente do Creci-DF, Hermes Alcântara. “Logicamente, os imóveis em regiões mais novas tendem a ser mais valorizados. Eu cito o complexo de lazer dos condomínios mais recentes como um chamariz de clientes. Por incrível que pareça, os elevadores também são determinantes, principalmente para quem tem crianças e idosos em casa”, conclui o diretor comercial da Lopes Royal.


Rogério lembra também que, com o tempo, é normal a diminuição da diferença de preços. Entre os fatores citados por ele está o maior grau de independência das regiões administrativas em relação ao Plano Piloto e a outras cidades próximas. “Hoje a área central de Brasília está saturada, praticamente sem espaços para novas construções. Isso eleva demais o preço do metro quadrado da obra e, ao mesmo tempo, cria oportunidades nas cidades fora do Plano”, explica.


Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2011-07-23/imoveis/6204/UM-ENORME-ABISMO-DE-PRECOS.pnhtml

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