Cristiane Poleto
Brasília DF - 13/11/2018

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Mercado de Imóveis Longe da Crise

30/10/08

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Mercado de imóveis longe da crise


 

Pelo menos no DF, o setor ainda não foi afetado e está seguro, garantem especialistas

 

Lizoel Costa

 

Apesar da crise financeira mundial, que já assusta o setor produtivo brasileiro, o mercado imobiliário de Brasília pretende mostrar sua força no 3º Salão de Imóveis, que acontece de 14 a 16 de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O evento reunirá mais de 100 empresas do setor, que deverão oferecer 10 mil imóveis para a venda.

Antonio Marcelo Ramos, diretor comercial da WImóveis, organizadora do evento, explica que a idéia é mostrar que o segmento está ativo e seguro.

 

– Depois de semanas convivendo com notícias pesadas sobre a crise, chegou a hora de o mercado imobiliário do DF exibir a musculatura conquistada ao longo destes mais de 20 anos de resultados superlativos apresentados – analisa.

 

Para Ramos, o país tem a experiência histórica de diversas crises internas e um sistema bancário mais seguro com regras rígidas.

 

– O nosso mercado interno é forte e o externo, fraco. Isso, de certa forma, ajudou no sentido de a crise não afetar profundamente a nossa economia – afirma.

 

Falta de espaço

 

Ramos diz que entre os principais objetivos do salão está o de aplacar os boatos de que o mercado imobiliário da capital federal vem sofrendo com a falta de crédito.

 

– Ao contrário das demais praças, as construtoras de Brasília são líquidas e apenas nos três últimos anos utilizaram-se de créditos bancários para uma maior oferta de imóveis. Caso, em um futuro breve, haja uma retração de crédito para a construção, além da utilização do FGTS, que é garantido por lei, retoma-se o autofinanciamento – diz.

 

Para Ramos, o grande problema do mercado imobiliário do DF é a falta de terrenos e projeções que permitam que a indústria imobiliária produza mais e mais unidades habitacionais.

 

– O 3º Salão de Imóveis é o momento de o mercado continuar demonstrando a sua vocação como agente de progresso da nossa indústria, seu profundo amadurecimento, convivendo com um altíssimo grau de profissionalismo e desenvolvimento. É o momento ideal de trocar papéis da bolsa por tijolos – argumenta.

 

Balizando o mercado

 

José Urbano Duarte, superintendente regional da Caixa Econômica Federal (CEF), afirma que a política de financiamentos habitacionais continua a mesma e que a crise não mexeu nas perspectivas de crescimento da área para este ano.

 

– A Caixa, como líder do mercado, continua integrada nas ações que vinha realizando em relação aos financiamentos. Isso também puxa outras instituições do ramo a fazerem a mesma coisa. A melhor forma de combater a crise é produzindo – assegura Duarte.

 

Para o superintendente, o consumidor não pode ter dúvidas em relação à aquisição da casa própria. Para isso já existem regras que, segundo ele, continuarão a ser cumpridas.

 

– Continuaremos praticando os mesmos preços, os mesmos prazos, da forma que fazíamos, ampliando o nosso orçamento e balizando o mercado para que outras instituições sigam conosco atendendo a demanda.

 

Déficits

 

José Urbano lembra que os Estados Unidos têm 80% do seu Produto Interno Bruto (PIB) atrelado ao financiamento imobiliário, enquanto no Brasil essa porcentagem é apenas de 1,7%. No entanto, as sucessivas mudanças de regras do governo para facilitar os financiamentos imobiliários devem fazer esses números aumentarem consideravelmente.

 

– O déficit habitacional está em maior quantidade situado entre a população de baixa renda, mas a tendência é essa realidade se reverter nos próximos anos, já que, segundo dados do IBGE, o DF tem o trabalhador com maior renda do país. Empresas e governos caminham na direção de suprir esse déficit – garante Urbano.

 

Oferta reprimida

 

Segundo o superintendente da Caixa Econômica, O DF tem um déficit habitacional superior a 120 mil moradias e uma oferta reprimida de terras, lotes e projeções em poder público. Isso faz com que o mercado imobiliário por aqui fique sempre em processo de aquecimento, apesar das crises que passam.

 

– O mercado tem ofertas que ainda são insuficientes para atender à demanda da população. Haverá uma pequena retração em 2009, sem dúvida.

Mas as soluções para os próximos anos estão nas cidades-satélites e, principalmente, nas cidades do Entorno, onde já existe uma migração populacional. Isso manterá o mercado de imóveis aquecido – assegura Urbano.

 

 


 

Fonte: http://www.ptexto.com.br/

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