Cristiane Poleto
Brasília DF - 13/11/2018

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Onde estão os engenheiros?

23/05/11

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Onde estão os engenheiros?


Déficit de profissionais no país leva Ministério do Desenvolvimento a fazer censo para medir oferta de mão de obra. Meta é descobrir se há necessidade de importar trabalhadores para suprir mercado



Tamanho da Fonte     NATALIA RABELO

nrabelo@jornaldacomunidade.com.br
 Redação Jornal da Comunidade





Diante de eventos tão importantes pela frente, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o governo federal resolveu fazer um levantamento para ver se faltam engenheiros ou se estão mal distribuídos pelo PaísFoto: DivulgaçãoDiante de eventos tão importantes pela frente, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o governo federal resolveu fazer um levantamento para ver se faltam engenheiros ou se estão mal distribuídos pelo País


O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por meio da Secretaria de Comércio e Serviços (SCS), decidiu fazer um censo para medir a oferta de profissionais de engenharia no Brasil. O principal objetivo é detectar se realmente há necessidade de importar essa mão de obra a fim de suprir as necessidades do país para os próximos anos.




Com importantes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, representantes do setor da construção civil se preocupam com a falta de profissionais no mercado. O censo pretende descobrir se o problema está no déficit de mão de obra ou se há má distribuição de engenheiros no país.




Com a participação do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) e dos conselhos regionais, o MDIC pretende criar um banco de informações que permitirá às empresas saber onde buscar engenheiros para as grandes obras de infraestrutura e do pré-sal, previstas para o futuro.




O censo deve começar em junho, quando os engenheiros serão chamados pelos conselhos federal e regionais para responder a um questionário no qual deverão informar a instituição de graduação, o ano de formatura, o tempo de experiência na área e a disponibilidade para voltar a atuar na profissão, caso esteja fora do mercado.



Melhorias


Censo pode ser o primeiro passo para a qualificação dessa importante mão de obraFoto: Dênio SimõesCenso pode ser o primeiro passo para a qualificação dessa importante mão de obra

João Carlos Pimenta, presidente do Clube de Engenharia de Brasília (Cenb), acredita que o censo trará melhorias não só para a categoria. Ele acredita que a iniciativa é apenas o inicio de um processo que visa a preparar o país para o crescimento: “A desinformação sobre o verdadeiro potencial da capacitação técnica de que dispomos no setor de engenharia decorre da debandada que os profissionais foram obrigados a praticar, sujeitando-se a trabalhar em outras áreas para sobreviver”, analisa o presidente do Cenb.



Pimenta considera que, além de incentivar a categoria, o censo ensejará a oportunidade de dar o primeiro passo para a qualificação da mão de obra: “A avaliação da disponibilidade irá definir o grau de necessidade de treinamento e qualificação, sob pena de travarmos o desenvolvimento”, avalia o presidente do Cenb.




Lindiane Cardoso, diretora de Empreendimento e Engenharia da MarkImob, diz que o principal motivo para a realização do censo é o controle na entrada e saída desses profissionais do país.

“O fluxo mudou. Antes tínhamos engenheiros saindo para trabalhar na África e em outros países da América Latina com grande frequência. Agora todos estão voltando para o Brasil com salários semelhantes aos que eram oferecidos lá fora”.


 


Falta profissional no mercado


 


A falta de engenheiros qualificados é uma das principais preocupações dos grandes empresários do setor da construção civil. Lindiane afirma que não há profissionais suficientes para suprir a necessidade do mercado: “Hoje você não consegue profissionais com experiência disponíveis. Esses sempre estão empregados”, destaca.




Josinez Nogueira Lima, engenheiro civil e professor do Centro Universitário de Brasília, reforça  que a valorização desses profissionais é visível: “Até mesmo os recém-formados têm salários maiores do que a média de outras profissões”. As oportunidades são boas até mesmo para os que ainda estão nas universidades.


 


Josinez Nogueira acredita que a valorização profissional do engenheiro é visívelFoto: DivulgaçãoJosinez Nogueira acredita que a valorização profissional do engenheiro é visível

O professor conta que muitos empresários do setor vão direto nas escolas procurar futuros profissionais: “Eles querem garantir um profissional na empresa, por isso vêm buscar antes mesmo de eles se formarem”, explica.



O resultado da falta de profissionais qualificados no país é o grande número de engenheiros vindos do exterior. Josinez ressalta que o aumento significativo é resultado da dificuldade em encontrar profissionais capacitados no país. Ele considera  o censo vantajoso para os profissionais formados e para os que estão prestes a ingressar no mercado de trabalho: “O censo é importantíssimo para identificar onde estão os profissionais. Isso já era uma necessidade”, destaca.


 


Obras com bons projetos

A iniciativa é bem vista pelos empresários e especialistas do setor. O presidente do Cenb lembra que, nas décadas de 1970 e 80, o Brasil promoveu a implantação de grandes obras. De lá para cá, a retração de contratações reduziu a necessidade de maior qualificação no setor de construção civil.




“O país possuía grandes e excelentes empresas consultoras, que geravam inúmeros e ótimos empregos nessa área. Hoje a maior carência se dá exatamente na fase de projetos. Sem bons projetos, nunca teremos boas obras. Há muito que se refazer nessa especialidade e, com isso, o censo fornecerá dados para as metas a serem


Lindiane acha que o censo revelará o perfil dos profissionais de engenhariaFoto: DivulgaçãoLindiane acha que o censo revelará o perfil dos profissionais de engenharia

alcançadas”, observa.



Lindiane acrescenta que o censo proverá a realidade dos fatos. “Saberemos ao certo como anda esta oferta. E o perfil destes profissionais”. João Carlos observa que a falta de profissionais especializados já se fez notar diante do crescimento do mercado nos últimos anos. “Quando os prazos para entrega das obras necessárias à realização da Copa do Mundo começarem a apertar, essa falta se tornará crítica. Está passando da hora de tomarmos as providências cabíveis”, destaca.


Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2011-05-21/imoveis/97897/ONDE-ESTAO-OS-ENGENHEIROS.pnhtml

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