Cristiane Poleto
Brasília DF - 18/06/2018

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Sudoeste: A criação da Quadra 500

30/04/11

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A consolidação de um bairro


A Quadra 500 está prevista como área residencial no planejamento do urbanista Lúcio Costa e vai trazer muitos benefícios para todos os moradores do local



Tamanho da Fonte      Redação Jornal da Comunidade





Maquete mostra como serão as novas projeções da SQSW 500: quadra privilegiará as áreas verdes e proporcionará todo o conforto para os moradoresMaquete mostra como serão as novas projeções da SQSW 500: quadra privilegiará as áreas verdes e proporcionará todo o conforto para os moradores


O projeto da SQSW 500 é a última peça do mosaico urbanístico do Setor Sudoeste. Esse projeto não tem como foco apenas a ocupação de área urbana disponível, mas todas as intervenções que consistirão no “acabamento” da face norte do bairro, voltada para o Eixo Monumental.

Com a implantação da nova quadra, será feito o tratamento paisagístico da faixa “non aedificandi”, ou seja, do espaço onde não é permitido construir, com a construção do Parque das Sucupiras. A área destinada ao parque hoje se apresenta como uma faixa de terra degradada disposta ao longo do Eixo Monumental. Ela está em grande parte desmatada e exibe cascalheiras abandonadas, além de entulho.




Outra previsão do projeto urbanístico é promover o redesenho do sistema viário nas cercanias da quadra com a implantação do trecho da via que circunda a gleba ocupada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet); revisão da geometria viária da Rua G e da Quarta Avenida; projeto das interseções; e implantação das ciclovias da área do Sudoeste previstas no projeto “Pedala DF”.




Atendendo às diretrizes estabelecidas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF (Seduma) e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o projeto da SQSW 500 foi conduzido de modo a integrá-lo “ao que já existe, na forma e no espírito, ratificando a caracterização de cidade-parque – “derramada e concisa” – sugerida como traço urbano diferenciador da capital”. Como as superquadras do Plano Piloto e do próprio Sudoeste, a SQSW 500 será emoldurada por faixa verde densamente arborizada com 20 metros de largura. O modo de distribuição dos edifícios e de sua acomodação à topografia, sujeitou-se rigorosamente às diretrizes e princípios de acessibilidade universal.




 


Projeto básico terá quadra sustentável


 


 


Nova quadra já nasce de acordo com normas técnicas e urbanísticas sustentáveisNova quadra já nasce de acordo com normas técnicas e urbanísticas sustentáveis

A preocupação com os parâmetros de reciclagem, economia de água e de energia elétrica, entre outras práticas sustentáveis, está refletida na série de instrumentos que a empresa contemplou no projeto básico da Quadra 500 do Setor Sudoeste para minimizar os impactos causados ao meio ambiente pela implantação do empreendimento.

 




O projeto básico também contempla a proposição de ações de prevenção, correção e controle dos impactos com programas de monitoramento, equipamentos de controle, sistemas de monitoramento, com a avaliação da eficiência de cada uma dessas ações.




De acordo com a proposta, a nova quadra do Setor Sudoeste vai contar com um sistema de infiltração direto de águas pluviais; sistema de coleta e armazenamento de águas pluviais, observando as normas técnicas pertinentes, em todas as edificações do empreendimento, em depósitos, em terrenos contíguos, para serem utilizadas nos períodos secos do ano; e outros dispositivos que garantem a manutenção do “runoff” (escoamento superficial das águas) atual, conforme determinação estabelecida pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil – Novacap.




Para o Sistema de Drenagem Pluvial, a empresa também apresentou o Plano de Controle Ambiental (PCA) e o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD).




A nova quadra já nasce de acordo com as normas técnicas urbanísticas e ambientais que implicam em conceito sustentável que tem impacto zero no meio ambiente.




No curso de aprovação desse projeto, que durou 4 anos, todos os projetos executivos foram realizados e aprovados nas concessionárias e empresas públicas do DF e toda a obra de implementação dessa infraestrutura será paga pelo empreendedor.




 


Edifícios com 6 pavimentos sobre pilotis



O projeto básico da quadra 500 do Setor Sudoeste vai minimizar os impactos ambientais decorrentes da construção do empreendimentoO projeto básico da quadra 500 do Setor Sudoeste vai minimizar os impactos ambientais decorrentes da construção do empreendimento


Mantendo as características do projeto original das superquadras concebidas pelo urbanista Lúcio Costa, os edifícios serão construídos sobre pilotis.




Para a construção da nova quadra do Setor Sudoeste foram previstas 22 projeções de edifícios que vão contar com seis pavimentos sobre pilotis, exatamente como aqueles prédios propostos para as demais superquadras localizadas no Plano Piloto de Brasília, no Setor Sudoeste e no Setor Noroeste.




Outro cuidado seguido e que foi rigorosamente respeitada a Taxa de Ocupação de 15% para as projeções dos edifícios de habitação coletiva. Foram ainda provisionados dois blocos de comércio local na Quarta Avenida e terreno destinado a equipamento público comunitário. O projeto atende a uma população de 4.000 habitantes.




 


Estudo ambiental prevê impacto mínimo sobre o meio ambiente



Para a expedição da Licença Prévia o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Ibram) determinou a elaboração de um Relatório de Impacto de Vizinhança (RIVI), nos termos do que determina o parágrafo 6º do artigo 289 da Lei Orgânica do Distrito Federal e a Lei nº 1.869 de 21 de janeiro de 1998, que dispõe sobre os instrumentos de avaliação de impacto ambiental no Distrito Federal.




O estudou abordou diagnóstico, prognóstico, avaliação de impactos, medidas mitigadoras, compensação ambiental, além de conclusões e recomendações. Foram considerados prioritários três tópicos para o aprofundamento do estudo. Foram eles: infraestrutura urbana, tráfego e vegetação.

soluções




No tocante à infraestrutura urbana, o projeto apresentou soluções muito importantes para a rede de abastecimento de água com a previsão de reservatório vizinho à área da quadra, além de remanejamentos e reforços às expensas do empreendedor. Com isso, a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) informou a viabilidade técnica do projeto.




Com relação à rede de energia elétrica, a Companhia Energética de Brasília (CEB) informou que o sistema existente tem condições plenas de atender à área da nova quadra.




Já com relação à rede de esgotamento sanitário, foi considerado o Plano Diretor de Água e Esgotos do DF (2000), feita a Análise de Cenários de Ocupação na Bacia até 2030, além de simulações da Caesb que sempre contemplaram a ocupação da área da SQSW 500. Diante disso, a Caesb manifestou estar de acordo com o empreendimento.




Ainda no quesito infraestrutura urbana, a rede de drenagem pluvial tem como diretriz do projeto a manutenção das vazões atuais lançadas nas redes de águas pluviais.




A solução apresentada diz respeito à máxima permeabilidade da área possível, aos sistemas de infiltração, aos reservatórios subterrâneos de retenção e amortecimento de picos de cheia, além do aproveitamento da água de chuva coletada nos telhados para uso doméstico.




 


Região mais verde


 


 


O projeto para a construção do Parque das Sucupiras e do Parque do BosqueO projeto para a construção do Parque das Sucupiras e do Parque do Bosque

Foi feito levantamento da vegetação existente; a manutenção do maior número de árvores existentes nas áreas verdes; além da compensação florestal em conformidade com os decretos nos 14.738/93 e 25.585/2003. O projeto contempla compensações ambientais e urbanísticas. De acordo com o estudo ambiental, será elaborado projeto e executada a construção do Parque das Sucupiras e do Parque do Bosque; haverá repasse de recursos pecuniários no valor de R$ 2 milhões; serão plantadas 163.114 mudas em áreas de reflorestamento a ser indicada pelo Ibram e repassados R$ 1.303.376,99 equivalente às 163.114 mudas restantes, para aplicação em projetos ambientais de interesse do Ibram.

 




As compensações urbanísticas preveem o provimento de estudo de tráfego completo; a construção de ciclovia, conforme projeto existente, ao redor e nas vias do Sudoeste; e o fornecimento de projeto de melhoria dos estacionamentos.



Fonte: Jornal da Comunidade: dia 30 de abril a 06 de maio de 2011.

 

Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2011-04-30/imoveis/5956/A-CONSOLIDAÇÃO-DE-UM-BAIRRO.pnhtml

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