Cristiane Poleto
Brasília DF - 21/10/2018

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Setor imobiliário está a todo vapor e as características da região contribuem para isso.

02/04/11

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Mas, apesar da tendência positiva, a burocracia é um problema para o mercado

 

Prognóstico para o setor é de aumento dos investimentos entre 20% e 25% e de ampliação em torno de 40% na oferta de empregos nos canteiros de obraFoto: Sandro AraújoPrognóstico para o setor é de aumento dos investimentos entre 20% e 25% e de ampliação em torno de 40% na oferta de empregos nos canteiros de obra


Não é de hoje que o mercado imobiliário no Distrito Federal apresenta crescimento acima da média nacional. A estabilidade funcional e os altos salários oferecidos pelo serviço público na capital do país fazem com que a procura por imóveis impulsione a oferta, fator que mantém o setor aquecido na região. No ano passado foi registrado crescimento de 20%, conforme dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF). Para 2011, a previsão é de 15% a 20%, índices que compreendem a média no DF.




“A tendência para este ano é de crescimento, principalmente no Setor Noroeste e em cidades-satélites como Águas Claras, Samambaia e Ceilândia”, aponta Elson Ribeiro e Póvoa, presidente do Sinduscon-DF. Dados da entidade indicam déficit habitacional de 51 mil unidades no DF. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por sua vez, prevê demanda habitacional de 189 mil unidades em 10 anos. Nesse sentido, a proposta do Sinduscon-DF é criar 125 mil novas unidades habitacionais em áreas com potencial para ocupação urbana (veja a tabela).




Dentro dos planos do sindicato também está a regularização de 160 mil unidades habitacionais em regiões com problemas de falta de infraestrutura urbana, de equipamentos públicos, de titularidade dos imóveis e ambientais.




Obras públicas estão em intenso crescimento, já que a capital federal irá receber jogos da Copa do Mundo de 2014. “Grandes obras estão para acontecer em Brasília. Além do estádio Mané Garrincha, tem as obras do veículo leve sobre trilhos, cujos entraves estão sendo solucionados junto ao Ministério Público, do aeroporto e também as de menor porte, como delegacias, postos de saúde, viadutos, hospitais, centros de mídia e pelo menos oito mil apartamentos para comportar turistas e profissionais que virão trabalhar durante o evento”, conta Elson.




Em seu boletim comercial de fevereiro, o Sindicato da Habitação no Distrito Federal (Secovi-DF) previu, para este ano, o maior desempenho do setor da construção civil desde 2007. Em relação ao volume de investimentos, o prognóstico é de aumento na faixa de 20% a 25% em relação ao crescimento de 50% registrado em 2010. Quanto à criação de empregos no setor, o crescimento foi de 40% na oferta de vagas nos últimos quatro anos, sendo que, em fevereiro, 68 mil postos de trabalho foram preenchidos.



Burocracia


Elson, presidente do Sinduscon, está preocupado com a carência de profissionaisFoto: Toninho TavaresElson, presidente do Sinduscon, está preocupado com a carência de profissionais

Um dos grandes entraves para a construção de novas unidades é a liberação de áreas. “Seguimos a política do governo: à medida que ele vai liberando áreas, as empresas vão comprando e lançando seus produtos”, explica Elson. Nas administrações regionais faltam profissionais habilitados para aprovar projetos e emitir alvarás e cartas de habite-se. Também falta pessoal para fazer avaliação de impacto de trânsito na cidade. “Os caminhos burocráticos prejudicam o setor imobiliário de uma forma geral”, queixa-se Elson.



A discussão em torno do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (PDOT) é uma incógnita para  a construção civil. “Esse assunto é uma caixa preta. Não sabemos como vai acabar isso”, diz. No mapeamento das áreas são levados em conta fatores como zona urbana, previsão no PDOT, se a área é livre de problemas fundiários e se tais problemas são de menor amplitude. É feita ainda a detecção de problemas ambientais e se podem ser solucionados.




Algumas partes do Setor Noroeste já estão liberadas para o lançamento de novas licitações. Mas, ainda assim, é preciso produzir novas áreas, diz o presidente do Sinduscon. “Detectamos seis grandes regiões para construir, mas o GDF precisa liberar as terras para que as empresas comecem a construir. Este governo prevê a construção de 100 mil unidades habitacionais, mas não fez nada ainda. Existe vontade política, o que falta é disposição para fazer acontecer”, avalia.




A carência de profissionais representa outra preocupação para o setor da construção civil. O presidente do Sinduscon calcula que faltam cerca de seis mil empregados para trabalhar em obras importantes no DF. A falta de pessoal perpassa todas as áreas, desde carpinteiros e pedreiros a engenheiros e arquitetos, revela Elson.


 


Números positivos

Criação de 125 mil novas unidades habitacionais


 


ÁREA    UNIDADES

ADE Oeste    2.300

Setor Vargem da Bênção    26.000

Área do DER    4.000

Setor Habitacional Taquari    60.000

Jóquei Clube    6.000

Expansão do Mangueiral    2.700

Expansão do Setor Meireles    6.000

Expansão do Itapoã    8.000

Expansão do Paranoá    4.000

Bairro Nacional    3.500

Setor Crixá    2.500


 


Eleições no Sinduscon

A formação de chapas para concorrer à presidência do Sinduscon-DF parte de uma lista oficial de candidatos, que é feita por meio de consultas internas nas empresas, levando-se em conta as habilidades de cada um para a ocupação das diversas áreas de atuação, como projetos e obras públicas. A escolha da diretoria da entidade é feita de forma democrática. São autorizados a formar chapas integrantes de empresas associadas à instituição e em dia com suas obrigações. E só podem votar associados em dia com suas obrigações. Conforme estabelecido no estatuto da instituição, o mandato é de dois anos, renovável por mais dois, mediante novo pleito. O edital de convocação das eleições foi publicado no dia 4 de março. Este ano concorre apenas uma chapa, presidida por Júlio César Peres. A votação será no dia 13 de maio.


Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2011-04-02/imoveis/4421

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