Cristiane Poleto
Brasília DF - 21/09/2018

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Construção civil está em estado de graça

31/08/08

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*Altino Cristofoletti Junior Artigo Quando levanto assuntos em torno de setores industriais que geram orgulho para o país, o que de pronto vem à cabeça das pessoas são grandes corporações como a Petrobras ou a Vale. Acertei?


Pois bem, graças ao trabalho incansável e a muito investimento, outra indústria nacional é motivo de orgulho para a economia brasileira. Estou falando da construção civil, que cresce a níveis talvez nunca vistos no país. É uma máquina que não pára e que, ano após ano, vem batendo recordes de expansão.


O setor gera nada mais nada menos que 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Ganhou força não-somente em uma ou outra região, mas em todo o país. Transformou-se em um diferencial nesta atual fase de aceleração da economia. Seja pela geração de emprego ou pelos investimentos, a construção civil deve continuar nesse ritmo por um bom tempo, como peça importante do crescimento brasileiro. O lançamento do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), ainda em 2007, veio preencher expectativas e também lançar um alerta quanto às necessidades e demandas do setor. Os investimentos devem acontecer ao longo de toda a cadeia, envolvendo as construtoras em geral, os prestadores de serviços, a indústria de máquinas, os departamentos de recursos. Somente nos três primeiros meses de 2008, o crescimento foi de 8,8% na comparação com o mesmo período de 2007, ano já considerado excelente por todo o setor.


Com relação à geração de empregos, mais de 110 mil novos postos de trabalho já foram gerados no começo de ano, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon). Além do PAC, outro grande aliado do crescimento do setor tem sido o investimento de construtoras nacionais e internacionais em lançamentos de empreendimentos imobiliários. Ao contrário do que ocorre nos EUA, que vivem uma crise imobiliária, o Brasil aproveita o gargalo do déficit habitacional para expandir os negócios, manter a construção civil em alta e continuar aquecendo a economia.


A disponibilidade de recursos e as facilidades na obtenção de crédito para aquisição de imóveis são parte importante desse processo. A compra da casa própria pode ser financiada em 30 anos, com pequenas taxas e parcelas que cabem em todos os bolsos. Empreendimentos na capital paulista estão sendo integralmente comercializados ainda na planta. Há falta de mão-de-obra especializada.


 Não é por acaso que profissionais do setor estão sendo contratados junto aos tapumes de madeira ainda durante a obra. A falta de profissionais tem deixado muitas construtoras literalmente a ver navios. Engenheiros com pouco tempo de experiência já estão ganhando altos salários e sendo seduzidos por empresas de todos os cantos do país. Outra boa notícia anima os trabalhadores. O segmento, que sempre encarou problemas com acidentes do trabalho e o desafio de oferecer boas condições de segurança, mostra que as notícias veiculadas sobre essa questão já são passado. Tal realidade só pode ser alterada após muito investimento em equipamentos, cursos e palestras motivacionais. Essa nova realidade da construção civil no Brasil é animadora e promissora acima de tudo. Os investimentos no PAC apenas começaram e mais de 10 milhões de famílias ainda não possuem casa própria.


Fonte: Jornal da Comunidade. Edição 1031 - 30/08 a 06/09 de 2008


Fonte: http://www.jornaldacomunidade.com.br/?idpaginas=15&idmaterias=358931

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